Resumo
O Brasil é o país que detém a maior parcela de biodiversidade vegetal do mundo. Embora existam cerca de 60.000 espécies de vegetais superiores catalogadas, apenas 8% foram estudadas para pesquisas de compostos bioativos e 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades. Dentre as plantas com crescente destaque comercial está o bambu, que apresenta uma ampla gama de usos que vão da construção civil à indústria farmacêutica e cosmética. Estudos em espécies asiáticas já descreveram a atividade antioxidante, antifadiga, antimicrobiana, anti-hipertensiva e anti-inflamatória do extrato de bambu. O Brasil é o país com maior diversidade de espécies de bambu do Novo Mundo. Um estudo recente com Aulonemia aristulata (Döll) MacClure detectou a presença de ácidos e flavonóides com atividades de inibição da germinação e desenvolvimento de raízes. Estes flavonóides teriam também propriedades antioxidantes, que poderiam agir na prevenção de doenças como câncer, inflamação, cardiopatias, artrite e disfunção cerebral. Aulonemia aristulata é endêmica do Brasil ocorrendo nas regiões sudeste e centro-oeste, geralmente em florestas ombrófilas e estacionais e é considerada vulnerável à extinção na lista oficial de espécies ameaçadas de extinção no estado de São Paulo. Este projeto visa descrever a variabilidade genética de uma espécie nativa, ameaçada de extinção e com interesse econômico, a fim de fornecer subsídios para a conservação, preservação e manejo da mesma. Para isso, serão usados marcadores microssatélites nucleares e cloroplastidiais. Além disso, após a etapa de identificação de bioprodutos em A. aristulata, em um estudo paralelo, serão estudados genes associados à via metabólica destes compostos em busca de polimorfismos de base única associados a diferentes perfis fitoquímicos. (AU)
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