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Aspectos morfológicos e moleculares do carcinoma hepatocelular desenvolvido em microambiente de cirrose hepática: um novo paradigma experimental no estudo da hepatocarcinogênese humana

Resumo

O carcinoma hepatocelular (CHC) é o 5° tumor mais frequente no homem. Cerca de 90% dos casos de CHC estão associados à cirrose hepática e o seu desenvolvimento é precedido por lesões pré-neoplásicas (LPNs) e alterações moleculares no tecido cirrótico. Os modelos experimentais são ferramentas importantes no estudo dos mecanismos e vias moleculares envolvidas na carcinogênese, além de auxiliar na busca de novas terapias. No entanto, os atuais modelos de hepatocarcinogênese são desenvolvidos no fígado não-cirrótico, o que pode não reproduzir as mesmas características do CHC humano. Em recente trabalho realizado pelo nosso grupo, observamos que a tioacetamida (TAA), substância comumente utilizada em modelos de fibrose e cirrose, originou LPNs no tecido hepático dos ratos cirróticos, mimetizando o padrão da hepatocarcinogênese humana. Assim, acreditamos que este modelo será útil e extremamente importante na caracterização da transição de LPNs para o CHC no ambiente cirrótico, validando os possíveis "gatilhos" envolvidos e abrindo possibilidades de diagnóstico e terapias direcionadas ao CHC humano. Dessa maneira, este trabalho pretende estabelecer o modelo experimental de hepatocarcinogênese no ambiente cirrótico, baseando-se em aspectos anatomo-patológicos, bioquímicos, celulares e moleculares. A compreensão dos fatores envolvidos na transição das LPNs da cirrose para o CHC proporcionará ferramentas para o diagnóstico precoce do CHC humano, assim como auxiliará no desenvolvimento de alvos terapêuticos em pacientes cirróticos. (AU)

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