| Processo: | 11/17589-1 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil |
| Pesquisador responsável: | Vera Hermina Kalika Koch |
| Beneficiário: | Vera Hermina Kalika Koch |
| Instituição Sede: | Instituto da Criança Professor Doutor Pedro de Alcantara (ICR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Adrienne Surri Lebl Teixeira de Carvalho ; Clarice Tanaka ; Edwiges Ferreira de Mattos Silvares ; Elisa Marques Ribeiro ; Erika Arai Furusawa ; Leticia Maria Santoro Franco Azevedo Soster ; Rita Pavione Rodrigues Pereira ; Simone Nascimento Fagundes |
| Assunto(s): | Crianças Adolescentes Enurese noturna Suspensão de tratamento |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Alarme Noturno | Crianças e Adolescentes | Enurese Noturna Monossintomática | Fisioterapia assoalho pélvico | polissonografia | vasopressina | Pediatria - Nefrologia Pediátrica |
Resumo
A enurese é a eliminação de urina no período noturno, involuntária, em indivíduos com cinco ou mais anos de idade, de forma completa e normal numa criança normal que já deveria ter adquirido controle esficteriano. Enurese noturna (EN) pode ser do tipo monossintomática (ENM), quando ocorre na ausência de outros sintomas, ou polissintomática (ENP), na presença de sintomas de perdas noturnas e diurnas, infecção urinária e /ou encoprese. A EN é chamada primária, quando na ausência de noites secas por pelo menos seis meses, e secundária, quando já houve controle esfincteriano prévio adequado por pelo menos seis meses. EN é uma inadequação entre a quantidade de urina produzida durante a noite e a capacidade funcional da bexiga, em um paciente incapaz de acordar frente ao estímulo de uma bexiga repleta. As possibilidades da causa da poliúria noturna que têm sido aventadas são falta /inadequação de pico noturno do hormônio antidiurético e aumento da excreção urinária noturna de solutos, com papel eventual, e outros fatores como apnéia do sono, hipercalciúria e disfunção da aquaporina 2. Caracteriza-se a ENM como doença multifatorial. Uma avaliação mais simples identifica pacientes com ENM onde ocorre predomínio de poliúria noturna, ou predomínio de uma redução na capacidade da bexiga; ou esta associação com o distúrbio do acordar. Estudos de polissonografia (PNG) mostram enchimento vesical somente durante o sono profundo e esvaziamento predominante durante este sono. O sistema autônomo é afetado durante sono profundo, estabelecido pelo reflexo de enchimento iniciado pelo detrusor, estimulado pelo parassimpático e inibido pelo simpático. A experiência brasileira publicada sobre manejo da ENM, é muito pobre,com poucos artigos indexados. Selecionaremos a casuística, ingressando, após consentimento informado, somente pacientes com poliúria noturna, o que eliminará o viés de grande parte dos estudos já realizados, no qual pacientes com baixa capacidade funcional vesical e poliúria noturna, são avaliados no mesmo grupo tratamento, não levando em conta, para escolha terapêutica, os aspectos fisiopatólogicos discordantes destas duas formas de ENM. Previamente, os pacientes serão submetidos a realização de PNG para verificar o comportamento do sono de cada um deles além de possibilitar a exclusão, casos de enurese relacionados a doença obstrutiva do sono. Em seguida serão estudados 3 grupos paralelos de pacientes, com 20 pacientes selecionados por randomização cada um, com prescrição de desmopressina (DDAVP) isolada, alarme isolado ou simultâneo alarme/DDAVP. Planeja-se realizar intervenção terapêutica por 6 meses e posterior observação por 6 meses, viabilizando a avaliação da eficiência terapêutica de cada uma das modalidades de abordagem e a freqüência de recidiva após suspensão da intervenção em cada um dos grupos avaliados, associados ao comportamento do sono pré e pós uso de alarme e/ou DDAVP. Finalizando o estudo complementar-se-á com mais uma PNG. (AU)
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