| Processo: | 11/21297-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Vinicius Nahime de Brito |
| Beneficiário: | Vinicius Nahime de Brito |
| Instituição Sede: | Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Endocrinologia Hormônio antimülleriano Imunoensaio |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Enzimaimunoensaio | Hormônio Anti-Mulleriano | validação | valores normativos | Endocrinologia |
Resumo
O hormônio anti-Mulleriano (AMH - anti-Mullerian hormone) é uma glicoproteína dimérica que pertence a família do TGF-². No sexo masculino o AMH é produzido pelas células de Sertoli, tem a função de promover a regressão dos ductos de Muller e atuar no desenvolvimento e função gonadal. Fisiologicamente, no sexo masculino o AMH está elevado durante o período pré-puberal e declina no início da puberdade, devido à inibição exercida pela testosterona, mantendo-se baixo durante a vida adulta. No sexo feminino a ausência de AMH no embrião permite a diferenciação dos ductos de Muller para formação do útero, tubas uterinas e terço superior da vagina. No sexo feminino, o AMH é detectável ao nascimento, porém ao contrário do sexo masculino, após o nascimento ocorre pequena elevação, mas até o início da puberdade o AMH permanece em baixas concentrações. Com o início da puberdade os níveis de AMH começam a aumentar e atingem pico máximo após a puberdade. Na mulher adulta, os níveis de AMH mostram declínio gradual com o avançar da idade, tornando-se indetectável após a menopausa. Por ser um marcador de função testicular e ovariana, a validação de um método imunoenzimático disponível para a dosagem de AMH é de fundamental importância para estabelecer valores normativos na população masculina e feminina brasileira de forma que a aplicabilidade clínica nas diferentes situações patológicas seja utilizada de forma confiável. Os objetivos deste projeto são: padronizar, validar e disponibilizar o novo ensaio imunoenzimático Immunotecch (Beckman Coulter Company, Marseille, FR) para dosagem sérica do AMH; revisar os valores normativos de AMH publicados para as diferentes faixas etárias no sexo masculino e estabelecer valores normativos para indivíduos adultos de ambos os sexos; estabelecer valores de corte que indiquem reserva testicular (no sexo masculino) e ovariana (no sexo feminino) normais e analisar a correlação clínico-laboratorial de resultados obtidos pela metodologia estudada nas seguintes situações patológicas: DDS 46,XY, micropênis, diagnóstico diferencial entre atraso puberal e hipogonadismo hipogonadotrófico isolado para o sexo masculino e falência ovariana prematura, síndrome de ovários policísticos e síndrome de Turner para o sexo feminino. A validação do método será realizada de acordo com os guidelines EP-6, EP7-P, EP9-A, EP5-A, EP17-A do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) e segundo orientações da ANVISA (2003). Para estabelecer valores normativos, amostras de 100 homens e 100 mulheres com idade entre 18-50 anos serão selecionadas. Os voluntários serão profissionais da saúde do HC-FMUSP. Os voluntários responderão a um questionário contendo dados pessoais e história clínica. Para avaliar a aplicabilidade clínica da dosagem de AMH, serão obtidas amostras de pacientes com diferentes diagnósticos clínicos. (AU)
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