| Processo: | 11/23590-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Geraldo Santana Magalhães |
| Beneficiário: | Geraldo Santana Magalhães |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Ana Maria Moura da Silva ; Katia Cristina Barbaro Nogueira ; Maisa Splendore Della Casa |
| Assunto(s): | Venenos de origem animal Aranhas Loxosceles gaucho Fosfolipases Peptídeos Clonagem Metaloproteinases da matriz |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | clonagem | Expressão fosfolipases | Loxosceles gaucho | MMPs | peptídeos | veneno | clonagem e expressão |
Resumo
O veneno de Loxosceles é composto por uma mistura de toxinas capazes de causar intensa reação inflamatória, lesão dermonecrótica, manifestações sistêmicas como agregação plaquetária, anemia hemolítica e falência renal aguda. Em relação à composição química, estudos demonstraram que o veneno loxoscélico é rico em hialurinidases, peptidases, colagenases, fosfatase alcalina, 5´-ribonucleotidase, fosfohidrolases, metaloproteinases e fosfolipases D entre outras. As fosfolipases D (FLDs) também denominadas de toxinas dermonecróticas são as mais estudadas, pois tem sido demonstrado serem responsáveis pelos principais efeitos observados no loxoscelismo. Contudo, uma vez que a quantidade total de veneno é pequena, torna-se difícil obter a quantidade necessária destas toxinas para estudos biológicos e caracterização bioquímica. Por isto, a estratégia de clonagem e expressão destas toxinas na forma recombinante tem sido amplamente empregada. Apesar da importância do veneno de L. gaucho, até o presente momento nenhuma FLDs desta aranha foi clonada e expressa a fim de obter maior quantidade para realizar estudos funcionais e comparativos. Portanto neste projeto, temos como objetivo expressar uma FLD de L. gaucho em sistema bacteriano e avaliar sua atividade biológica in vivo e in vitro. Além disto, como resultados preliminares indicaram um possível processamento das FLDs por metaloproteinases, pretendemos isolar, caracterizar e gerar anticorpos contra estes peptídeos a fim de avaliar seu uso na neutralização contra o veneno total. Dessa maneira, os estudos aqui propostos serão importantes para a compreensão dos mecanismos de ação das FLDs de forma a contribuir para o entendimento dos processos envolvidos no envenenamento provocado pelas aranhas do gênero Loxosceles. (AU)
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