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Formação das elites brasileiras: estratégias educativas e globalização

Processo: 11/22515-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de março de 2012 - 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Leticia Bicalho Canedo
Beneficiário:Leticia Bicalho Canedo
Instituição-sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/56499-0 - Circulação internacional e formação dos quadros dirigentes brasileiros, AP.TEM
Assunto(s):Sociologia educacional  Formação  Globalização 

Resumo

Muito foi escrito e publicado sobre o que se convencionou chamar de "globalização". Principalmente quanto a seus impactos sobre o sistema de ensino nacional, mas também sobre as diversas outras modalidades de educação colocadas em prática por instituições sociais como a família, o trabalho, os partidos políticos, os sindicatos, as igrejas, etc. Entretanto, entender as transformações profundas ocorridas nas formas de educar no mundo contemporâneo continua a ser um grande desafio diante da internacionalização rápida e em grande escala dos sistemas de produção e transmissão de conhecimentos científicos e tecnológicos. É o que justifica a afirmação paradoxal de que a arma decisiva para os pretendentes a uma ascensão de sucesso no campo de poder nacional é a formação no exterior. Ora, o sistema de ensino é um dos principais espaços em que se produzem e reproduzem os sistemas de pensamento nacionais. O que acontece quando a excelência do sistema educacional nacional deixa de ser considerada o melhor meio de dotar as novas gerações da cultura cívica necessária para formar futuros cidadãos de uma república democrática, que deliberarão sobre um futuro comum? O que significa, em termos nacionais, a substituição da excelência pela preocupação com o fornecimento de mão-de-obra competente para as empresas inscritas no mercado globalizado? Estas duas perguntas feitas por um consultor internacional durante a realização do Colóquio Internacional "Saber e Poder" organizado pelo FOCUS (Grupo de pesquisas sobre Instituição Escolar e organizações Familiares), da Faculdade de Educação/UNICAMP, nortearam a organização desta coletânea que se compõe de textos selecionados a partir dessa reunião. Para responder às duas interrogações, os autores dos treze artigos que formam essa coletânea lograram estabelecer um diálogo para confrontar resultados alcançados por eles dentro do projeto temático "Circulação internacional e formação dos quadros dirigentes brasileiros", financiado pela FAPESP e sediado no FOCUS (Fe/Unicamp). E assim puderam desafiar um discurso que tende a unificar diversos fenômenos num quadro conceitual e num movimento único, no qual a essência da argumentação fica assentada na premissa de que a globalização é uma realidade inevitável, que se deve promover, estimular, controlar ou combater. Dessa maneira, no lugar de perguntar quem tem o melhor argumento para expressar o sentido da globalização, os trabalhos reunidos nesta coletânea buscaram entender quem está competindo para deter o monopólio de dizer quais "as melhores formas" de se inserir nas transformações em curso no campo de poder em escala globalizada. Para tanto, a partir de uma seleção prévia de quadros dirigentes em diferentes "áreas de atuação" (sindical, educacional, publicitária, política, jurídica, editorial e religiosa) foram examinadas as maneiras pelas quais determinados indivíduos com conhecimentos especiais chegaram a alcançar a preferência no espaço globalizado competitivo, desacreditando outros experts e o tipo de conhecimento que os produziu. A análise dos processos de formação escolar e profissional desses indivíduos, relacionadas às suas atuações, permitiu que os autores dos artigos determinassem o lugar em que se encontra o objeto central para o entendimento das transformações advindas da globalização: as estratégias educativas das elites nacionais que contribuem para o desenvolvimento de determinados conhecimentos, habilidades e práticas. , as quais, em seu conjunto, possibilitam que uns e não outros possam atuar em registros aparentemente contraditórios, mas perfeitamente complementares: o nacional e o internacional, a política e a técnica, o clientelismo e a ciência, a justiça social e as afinidades de classe. (AU)

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