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Perfil bioquímico e características clínicas dos pacientes com suspeita de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar tratados no Hospital de Câncer

Processo: 13/13124-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2013 - 31 de outubro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Adhemar Longatto Filho
Beneficiário:Adhemar Longatto Filho
Instituição-sede: Hospital do Câncer de Barretos. Fundação Pio XII (FP). Barretos , SP, Brasil
Pesq. associados:Celia Maria Cassaro Strunz ; José Humberto Tavares Guerreiro Fregnani ; Lúcio Flávio Barbour Fernandes
Bolsa(s) vinculada(s):14/09503-8 - Perfil bioquímico e características clínicas dos pacientes com suspeita de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar tratados no Hospital de Câncer, BP.TT
Assunto(s):Oncologia  Fatores de necrose tumoral  Trombose venosa  Tromboembolia venosa  Fator Xa  Selectina-P 

Resumo

O Hospital de Câncer de Barretos recebe cerca de 6.200 novos pacientes a cada ano, muitos desses pacientes desenvolvem trombose venosa profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP) durante o tratamento. No ano de 2007, foram registrados 27.412 casos de TVP em todo o Brasil Um dos problemas de TVP e TEP é a falta de informação sobre o perfil dos pacientes. Muitas vezes os eventos tromboembólicos são as primeiras manifestações do câncer, como síndrome paraneoplásica. Pacientes oncológicos apresentam risco 4 vezes maior de desenvolverem TVP do que pacientes não oncológicos. Se estiver em quimioterapia este risco aumenta para 6 vezes. Este fato se deve não somente pelo risco do evento trombótico, mas também pelo fato de que provavelmente a evolução do tumor seja mais agressiva. Os tumores que mais desenvolvem eventos tromboembólicos são: pâncreas, pulmão, estômago e adenocarcinomas com sítio primário desconhecido. A recorrência de tromboembolismo venoso na população geral é de aproximadamente 7,8%. Nos pacientes oncológicos estes números podem chegar a 14% por ano e até 30% em 10 anos. As estatinas possuem o efeito antiinflamatório e imunomodulador que interfere na formação de trombos e reduzem significativamente a incidência de TVP (OR 0,50; 95%, IC 0,43-0,82) e TEP (OR 0,70; 95%, IC 0,53-0,95). Em 2010 um estudo retrospectivo caso-controle observou a ocorrência de 18% de tromboembolismo venoso, sendo 21% nos paciente sem estatina e apenas 8% nos pacientes em uso da medicação (OR 0,33; 95%, 0,19-0,57). O D-dímero é um produto da degradação da fibrina que se apresenta como um dos principais exames na investigação de TEP. Possui sensibilidade de até 96%, porém, algumas situações como cirurgia, infarto agudo do miocárdico e septicemia, podem alterar o valor basal do exame, assim como em pacientes com câncer. O fato do D-dímero estar alterado nesses pacientes, não necessariamente inutiliza o exame, pois talvez necessite de definir um novo valor de referência como basal. A P-selectina é uma glicoproteína intracelular presente no endotélio e nas plaquetas, que induzidas pelo Fator de Necrose Tumoral (TNF) e pela Interleucina 1 (IL-1) ligam-se aos leucócitos, principalmente aos neutrófilos com a função de facilitar a interação (adesão) entre plaquetas ou o endotélio com os leucócitos. Além de participar ativamente do processo de metástase hematogênica, a P-selectina atua na formação de trombos e de processos inflamatórios. Níveis elevados de fibrinogênio estão associados aos eventos tromboembólicos. O TNF-± é uma citoquinina multifuncional que atua na apoptose celular, que foi identificada inicialmente pela capacidade de induzir a necrose hemorrágica dos tumores. Carcinogênese, angiogêneses e coagulação são processos intimamente envolvidos nas doenças neoplásicas. Como o fator Xa (FXa) participa ativamente da cascata de coagulação, o mesmo possui um papel importante no processo das metástases e da formação do trombo. A interleucina-6 apresenta um papel importante no processo inflamatório tecidual. Alguns indícios levam a crer que a IL-6 apresenta ação no processo de coagulação. O estudo se divide em duas etapas: Retrospectivo, para analisar a incidência e o perfil clínico do paciente com TVP e TEP diagnosticados em exames de doppler venoso, cintilografia pulmonar ou tomografia de tórax realizados no ano de 2012; Prospectivo, com aplicação de questionário e realização dos exames de sangue (hemograma, creatinina, gasometria arterial, P-selectina, atividade do fator Xa, D-dímero, fibrinogênio, TNF-±, PCR ultrassensível, Interleucina 6), nos pacientes com suspeita de TVP ou TEP no período entre 1 de junho de 2013 até 31 de janeiro de 2014. Traçar o perfil clínico dos pacientes com TVP e TEP pode ajudar a prevenir e reconhecer precocemente tais patologias, assim como fornecer dados para a formulação de um protocolo clínico que poderá servir como diretriz de prevenção e tratamento. (AU)

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