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Desenvolvimento de sistema de emissão UV-A homogêneo e desenvolvimento de substância fotossensibilizadora para uso clínico de irradiação de córnea

Processo: 12/51364-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE
Vigência: 01 de setembro de 2014 - 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Física - Física da Matéria Condensada
Convênio/Acordo: FINEP - PIPE/PAPPE Subvenção
Pesquisador responsável:Paulo Aneas Lichti
Beneficiário:Paulo Aneas Lichti
Empresa:Opto Eletrônica S/A
Município: São Carlos
Assunto(s):Doenças da córnea  Ceratocone  Riboflavina  Raios ultravioleta  Fármacos 

Resumo

Esse projeto propõe o desenvolvimento de um equipamento emissor de radiação UV associado ao desenvolvimento de um fármaco fotessensibilizador para serem utilizados no tratamento da doença ceratocone. Essa doença provoca o enfraquecimento da estrutura do tecido corneano, levando a córnea a assumir uma forma cônica, e consequentemente perda de acuidade visual (deficiência visual miópica progressiva e astigmatismo irregular). O equipamento será inteiramente desenvolvido pela Opto Eletrônica S.A. e o fármaco de formulação inédita no país será desenvolvido pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista. A técnica convencional cross-linking consiste em administração de substância fotossensibilizadora denominada Riboflavina (vitamina B2) para potencializar a absorção do UV na córnea. O epitélio, membrana que reveste a córnea, deve ser removido para haver penetração da Riboflavina. Após esse tempo a córnea é submetida a uma pequena dose de radiação ultravioleta (3mW/cm2) por 30 minutos (5.4 J/cm2). A técnica proposta por esse projeto consiste em diminuir o tempo de aplicação da radiação ultravioleta para 2 minutos, aumentar a dose para 45 mW/cm2 e manter a mesma energia (5.4 J/cm2). Além disso, a técnica utiliza uma Riboflavina nanoestruturada que não necessite remoção do epitélio para haver a penetração no estroma. Essa aplicação é denominada transepitelial. O resultado clínico obtido se mantem em relação a técnica anterior e não há toxidade do endotélio (última membrana interior a córnea), que deve ser preservada. Esta exposição faz com que as fibras de colágeno da córnea (região denominada estroma) modifiquem sua estrutura, tomando-a mais rígida e mais densa, e consequentemente menos sujeita à alteração da sua forma (evita evolução do ceratocone). O equipamento opto-eletrônico consiste de uma fonte de luz ultravioleta, um sistema óptico de colimação e projeção dessa fonte de luz na córnea do paciente, e um sistema eletrônico de controle de potência da fonte ultravioleta. O sistema óptico permite selecionar o tamanho da área da córnea a ser exposta a luz ultravioleta. Já a eletrônica é responsável para manter a dose energética constante durante a aplicação ultravioleta através de um sistema de realimentação de potência em malha fechada, e permite controlar o tempo de exposição. O sistema óptico e eletrônico são integrados em um console portátil, no qual o médico tem acesso a botões e controles para fazer a configuração do tratamento. As vantagens de utilizar o procedimento do cross-linking rápido em conjunto com a Riboflavina transepitelial são as seguintes: Procedimento rápido, mais pacientes podem ser atendidos; Baixo risco de infecção por não retirar o epitélio; Procedimento indolor; rápida recuperação do paciente; Não há necessidade do procedimento ser feito em sala cirúrgica, pois não há intervenção cirúrgica. Redução do custo do tratamento. (AU)