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As percepções do tempo em Germinal, de Émile Zola

Processo:15/23961-1
Modalidade de apoio:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Data de Início da vigência: 01 de fevereiro de 2016
Data de Término da vigência: 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Luis Antonio Coelho Ferla
Beneficiário:Luis Antonio Coelho Ferla
Instituição Sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Município da Instituição Sede:Guarulhos
Assunto(s):Teoria da história  Literatura  Trabalho  Percepção de tempo  Revolução Industrial  Livros  Publicações de divulgação científica 
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Germinal | Literatura | Revolução Industrial | Tempo | trabalho | Zola | Teoria da História/História e Literatura

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo analisar as formas de percepção do tempo inseridas na obra Germinal (1885) de Émile Zola (1840-1902), que a partir de uma estética naturalista busca recriar, de forma minuciosa, as condições de vida de operários de uma mina de carvão francesa no contexto da Segunda Revolução Industrial. O tempo, principal objeto de reflexão desta pesquisa, pode ser percebido na obra (ainda que não seja diretamente tratado pelo autor) como uma transição entre o tempo da sociedade "pré industrial" e o controle e disciplina do tempo exercidos com a "industrialização" (concepção expressa por Edward Palmer Thompson em "Costumes em Comum"), visto que não é ditado pelo ritmo da máquina ou do apito da fábrica, mas é controlado pela necessidade de produção que obriga os trabalhadores a encontrar, em seu ritmo de trabalho, as formas mais eficientes de aumentar sua produtividade. Neste sentido, o tempo é apresentado como fator coercitivo e de regulação social, visão apoiada, por exemplo, na obra de Norbert Elias, "Sobre o Tempo".Para tanto, lidamos tanto com reflexões filosóficas e historiográficas a respeito do tempo, quanto com perspectivas historiográficas a respeito do trabalho e dos trabalhadores europeus na segunda metade do século XIX, cenário da obra Germinal. Em outra frente, tivemos que lidar com as implicações teóricas e metodológicas da utilização de fontes literárias pela História, buscando-se referenciais tanto na historiografia quanto na crítica literária que atestam a Literatura como representação da realidade. De forma complementar, discutimos a metodologia aplicável ao trabalho com a literatura como fonte histórica. (AU)

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