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Topochemistry, optical anisotropy and FT-IR microspectroscopy of the cocoon of Lithurgus chrysurus (Hymenoptera, Megachilidae)

Resumo

Estudo anterior não revelou a participação de um muco, biocomposto aderente, na elaboração de casulo de uma abelha solitária encontrada nos USA, mas proveniente da região europeia mediterrânea, diferindo da situação usual encontrada em larvas de abelhas produtoras de casulo. Contudo, permanecia uma incerteza, pelo fato de que nem todas as áreas do casulo obtidas haviam sido previamente estudadas. Então, para dirimir dúvidas conceituais que pudessem levar a hipóteses evolutivas errôneas para essa abelha (Lithurgus chrysurus), neste trabalho se estudou a região frontal de seus casulos quanto a sua composição e organização macromolecular. Para essa análise foram usados métodos topoquímicos, microscopia de polarização e microespectroscopia de infravermelho (FT-IR). Além de fibroínas constituintes de seda terem sido demonstradas como elementos importantes da parede desse casulo, nelas co-existindo conformações em alfa-hélice e beta-estrutura, um material mucoso contendo glicoproteínas e glicosaminoglicanos ácidos foi demonstrado por testes topoquímicos e espectros de FT-IR, como elemento de adesão das camadas de fibroína. Contribuiram para a demonstração do componente mucoso no casulo a aplicação aos espectros FT-IR de 2a. derivada de Savitzky-Golay, e a verificação de ausência de dicroísmo linear e de birrefringência nesse componente. Estes achados confirmaram a estrutura secundária predominantemente random-coiled dos componentes de tal estrutura mucosa, cuja origem provável se deve a uma secreção por parte de órgão excretor do inseto. A estrutura secundária das fibroínas da seda de L. chrysurus avaliada em termos de análise dos espectros de FT-IR e dados da literatura demonstraram diferenças em relação as sedas do bicho-da-seda e mesmo da seda da abelha Apis melífera. (AU)