Resumo
O fluxo migratório permanente entre os habitantes do Brasil e Argentina impacta diretamente na saúde pública. No grupo de pacientes que atualmente procuram os serviços de medicina transfusional no Brasil, temos observado fenótipos e genótipos eritrocitários característicos da população argentina e vice-versa. Esta variabilidade é responsável, em algumas ocasiões, por eventos de aloimunização e redução da eficiência transfusional.Considerando que o sistema RH possui uma ampla variabilidade alélica interpopulacional, é lógico pensar que o polimorfismo RH apresenta maior complexidade na América Latina, onde predomina grande miscigenação entre etnias ameríndias, africanas e caucasianas. Este conhecimento pode definir as bases moleculares para o desenvolvimento de ferramentas que permitam otimizar a compatibilidade molecular, principalmente em pacientes que requerem transfusões crônicas. A identificação dos haplótipos RH alterados em pacientes aloimunizados possibilitará maior compatibilidade transfusional para aumentar a sobrevida das hemácias transfundidas, manter maiores níveis de hemoglobiria e melhoria clínica. Neste projeto de cooperação propomo-nos a caracterizar o polimorfismo molecular dos lócus RH em portadores de variantes, definir haplótipos RH aberrantes, estabelecer sua relação com os clústers ameríndio e africano e analisar sua implicação nos fenômenos de aloimunização observados em pacientes politransfundidos. (AU)
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