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Análise de conectividade cerebral baseada em eletroencefalografia para auxílio ao diagnóstico da Doença de Alzheimer e da lesão axonal difusa

Processo: 17/15243-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2017 - 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Biomédica
Pesquisador responsável:Francisco José Fraga da Silva
Beneficiário:Francisco José Fraga da Silva
Instituição-sede: Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas (CECS). Universidade Federal do ABC (UFABC). Santo André, SP, Brasil
Pesq. associados:João Ricardo Sato ; Renato Anghinah
Assunto(s):Doença de Alzheimer  Conectividade cerebral  Lesão axonal difusa 

Resumo

A principal causa de lesão encefálica adquirida (LEA), de acordo com a literatura, é o traumatismo cranioencefálico (TCE). O TCE é um dano não degenerativo e não congênito provocado por uma força mecânica externa. É esperado um prejuízo, permanente ou temporário, nas funções cognitiva, física e psicossocial, com diminuição ou alteração do estado de consciência. As causas mais frequentes de TCE são acidentes veiculares, quedas, assaltos e roubos e acidentes durante atividades de lazer. Os mecanismos de aceleração-desaceleração, responsáveis pela lesão axonal difusa, frequentemente danificam as regiões ventral e lateral dos lobos frontal e temporal. Déficits na atenção e na memória, dificuldade em aprender novas informações, em resolver problemas e em planejar e problemas associados à impulsividade e ao autocontrole são sequelas comuns. Já entre as LEAs causadas por processos degenerativos, destaca-se a doença de Alzheimer. A doença de Alzheimer (DA), caracterizada pela presença de emaranhados neurofibrilares e placas senis, é uma demência que acomete uma grande parcela da população idosa, com uma incidência que tem aumentado significativamente nas últimas décadas. Assim, a detecção precoce da DA torna-se uma questão de saúde pública, pois permite iniciar um tratamento que pode retardar significativamente a progressão da doença. Logo, é de suma importância o desenvolvimento de métodos que dêem suporte ao diagnóstico precoce da DA. Além disso, na linha de procurar um diagnóstico realmente antecipado, o comprometimento cognitivo leve (CCL) tem se mostrado um importante factor de risco no desenvolvimento da DA. Ao longo da última década, a eletroencefalografia quantitativa (qEEG) tem emergido como uma ferramenta confiável e de baixo custo para o diagnóstico de distúrbios corticais como a DA e o CCL, devido à sua larga disponibilidade, baixo-custo e utilização de procedimentos não invasivos, que possibilitam a realização de exames seriados e o acompanhamento da evolução do estado neurológico. Neste projeto de pesquisa pretende-se desenvolver, aprimorar e validar marcadores biológicos baseados na análise de ferramentas de conectividade cerebral no EEG para diagnosticar precocemente e com acurácia o CCL e a DA, bem como entender as diferenças entre as alterações de conectividade na DA e no TCE. (AU)

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