| Processo: | 06/52739-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2008 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária |
| Pesquisador responsável: | Cleusa Rios Pinheiro Passos |
| Beneficiário: | Bruno Penteado Natividade Moreto |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Estetica Oitocentista | Gustave Flaubert | Literatura E Psicanalise | Teoria Literaria |
Resumo A novela "Passion et Vertu" (1837), de Gustave Flaubert, é objeto de estudo deste trabalho, que tem como proposta interpretar as diversas instâncias do desejo que configuram tal obra, ainda pouco trabalhada pela crítica. Intenta-se sublinhar as metamorfoses do desejo e o modo peto qual ele se imprime na escritura. Fragmentar o texto, desse modo, permite identificar, em trechos aparentemente triviais, a força criadora do desejo. Privilegia-se a tematização das pulsões e os efeitos estéticos criados a partir de situações de repetição. Por meio da conceituação de gozo, propõe-se que a protagonista caminha para a subversão e afronta da ordem social; nesse sentido, é necessária a contextualização sócio-histórica da mulher no século XIX, de modo à melhor apreender o momento de produção textual. Logo, tenciona-se atentar para momentos específicos da novela em que a complexidade da composição textual permite identificar manifestações explícitas do desejo, que se enreda nos meandros do não-dito, especialmente em situações de delírio e devaneio, nas quais o desejo irrompe, dissimulado em itens do real referencial ou em alucinações. A abordagem a partir do desejo permitirá outra perspectiva critica à novela, em contestação à idéia de que a produção juvenil de Flaubert seja marcada por exagero estilístico; sustenta-se, aqui, que, além das questões contextuais (jamais ignoradas), o que se tem é uma complexa trama textual, cujo mote, encoberto, é o desejo, decerto em diferentes instâncias, mas sempre propulsor estético-narrativo. (AU) | |
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