| Processo: | 06/07183-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 14 de setembro de 2008 |
| Área de conhecimento: | Engenharias - Engenharia Química - Tecnologia Química |
| Pesquisador responsável: | Adilson Roberto Gonçalves |
| Beneficiário: | Luís Ricardo Martins Oliveira |
| Instituição Sede: | Escola de Engenharia de Lorena (EEL). Universidade de São Paulo (USP). Lorena , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Bioetanol Resíduos industriais Bagaço de cana-de-açúcar Destoxificação Hidrolisado hemicelulósico |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bioetanol | Destoxificacao De Hidrolisados | Biotecnologia |
Resumo O objetivo principal do trabalho é desenvolver uma via de obtenção de etanol a partir dos próprios resíduos sucroalcooleiros, o bagaço e a palha de cana, visando a grande disponibilidade desses resíduos devido à mecanização da colheita de cana e do excesso de bagaço gerado nas usinas. Este projeto estará vinculado ao Projeto Bioetanol da FINEP (Convênio Chamada Pública 4183/05), projeto que visa à obtenção de etanol a partir de biomassa, principalmente do bagaço de cana. Primeiramente, os resíduos sucroalcooleiros serão pré-tratados para separar os seus constituintes lignocelulósicos e, consequentemente, facilitar a etapa hidrolítica posterior. O principal pré-tratamento a ser avaliado será a explosão a vapor, visto a alta disponibilidade de vapor dentro da própria usina de álcool e o seu baixo custo. Esta etapa será realizada na Usina Vale do Rosário, localizada em Orlândia-SP. Além desse tipo de pré-tratamento, mais outros dois tipos serão investigados: ondas ultrassônicas ou radiação de micro-ondas. Toda essa etapa de investigação do pré-tratamento será monitorada por análise de caracterização química do material in natura e pré-tratado. Bagaço e palha sem pré-tratamento também serão submetidos aos experimentos de hidrólise para comparação e avaliação da extensão e eficácia do pré-tratamento. Após a etapa de pré-tratamento, o material pré-tratado será hidrolisado com quatros tipos de celulases: uma comercial (provavelmente da Novozyme) e três a ser desenvolvidas pelo grupo do Projeto Bioetanol da FINEP, uma pelo Prof. Flávio Faria de Morais, outra pela Profª Gisella Zanin, ambos da Universidade Estadual de Maringá-PR e uma terceira pelo Profª Elba Bon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para reduzir ou eliminar o efeito de inibição da celulase pela lignina, uma etapa de extração de lignina previamente à de hidrólise será realizada utilizando o etanol como agente deslignificante. O rendimento da etapa hidrolítica será verificado através da liberação de açúcares redutores ao meio (método do DNS). Uma via química para a hidrólise do material pré-tratado também será investigada, porém, como esta via gera muito inibidores aos microrganismos que realizarão a fermentação do hidrolisado, um estudo de identificação e separação dos inibidores será efetuado. A identificação será realizada através de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Já a separação será feita através da técnica de pervaporação, técnica baseada na separação de componentes através de uma membrana seletiva sob uma pressão reduzida (vácuo). Toda a lignina gerada no processo será estudada quanto ao seu poder calorífico. A sua aplicação como geração de energia poderá suprir toda a energia necessária no processo, tornando-o mais viável economicamente e proporcionando um aproveitamento integral dos resíduos sucroalcooleiros. (AU) | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |