| Processo: | 08/58520-1 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 06 de dezembro de 2011 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - História - História Antiga e Medieval |
| Pesquisador responsável: | Margarida Maria de Carvalho |
| Beneficiário: | André Luiz Cruz Tavares |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil |
| Assunto(s): | História antiga Antiguidade Clássica História de Roma Roma Antiga Primeira República (1889-1930) Ideologia Material didático |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Historia Antiga | Historia De Roma Antiga | Manuais Didaticos | Representacoes | Republica Velha |
Resumo A proposta deste projeto de pesquisa é analisar o uso da Antiguidade Clássica pela História nos manuais históricos didáticos e pedagógicos utilizados pela rede de ensino pública e privada durante a República Velha brasileira (1889-1930). Epistemologicamente, a História da Antiguidade rompe com os modelos descritivos e normativos usualmente aceitos pela historiografia nas últimas décadas e expande seus limites até a contemporaneidade, na tentativa de evidenciar a apropriação de elementos do Mundo Antigo, em especial aqueles vinculados à História Romana Antiga, para a construção de novas representações da memória nacional no Brasil nas primeiras décadas do século XX. A República Velha foi marcada pelo domínio político das oligarquias estaduais, principalmente daquelas diretamente vinculadas à produção e exportação do café (São Paulo e Rio de Janeiro). A educação das crianças e dos jovens passou a ser um dos novos desafios para o recém-instaurado regime republicano. Acreditamos que os Estudos Clássicos não cumpriram somente sua função pedagógica neste contexto. O conhecimento, via de regra, está direta e organicamente relacionado ao poder, seja para atender certos interesses dentro de suas respectivas formações sociais, seja para legitimar ideologicamente um determinado status que político. O conhecimento histórico, dessa forma, é criado em meio à essas demandas, interesses e pressões geradas pela sociedade real, geralmente calcadas em interesses materiais individuais e/ou coletivos, podendo ser reinventado para atender os interesses daqueles que procuram se beneficiar dessa reinterpretação histórica do passado. Dentro dessa abordagem, a Antiguidade Clássica e seus conteúdos serviram como fonte instrumentalizada de legitimação das novas instituições políticas vigentes durante a República Velha, sendo a proposta de esse projeto relacionar, de forma inédita, essa instrumentalização com a construção de novos ideários identitários nacionais que surgiram nesse período. (AU) | |
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