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Transicao epitelial mesenquimal em celular tubulares proximais estimuladas com oxalato de calcio e ions oxalato

Processo: 10/51883-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2010
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Fernanda Teixeira Borges
Beneficiário:Márcia Bastos Convento
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Oxalato de cálcio

Resumo

A litíase urinaria é uma doença comum que afeta anualmente 0,2% da população dos EUA. Cerca de 50% dos pacientes desenvolvem um único cálculo, enquanto que os outros 50% apresentam episódios recorrentes dentro de 5 anos. Na maioria dos casos, os cálculos renais são compostos principalmente por oxalato de cálcio (OXCA), fosfato de cálcio ou uma mistura de oxalato e fosfato. Estudos demonstram que os cristais de cálcio aderem à superfície das células tubulares e induzem diversas alterações intracelulares desde proliferação ao dano celular. Outra linha de evidência sugere que cálculos de oxalato de cálcio se formam e crescem nas placas de Randall, localizadas na pelve renal por diferenciação das células epiteliais. Estudos mostram que o oxalato pode induzir efeitos tóxicos em células tubulares proximais levando estas células a transição epitelial mesenquimal (EMT). Várias características diferenciam o fenótipo epitelial e mesenquimal, por exemplo, células epiteliais são polarizadas, possuem filamentos intermediários de citoqueratina e são conectadas de maneira estreita umas as outras por junções intercelulares, enquanto, células mesenquimais são achatadas, contém filamentos intermediários compostos principalmente por vimentina, são capazes de migrar e não aderem às células a sua volta. A proteína BMP-7 inibe o processo de EMT. O estudo da EMT em células tubulares proximais expostas a cristais de oxalato ou íons oxalato pode ajudar a compreender a produção de proteínas de matriz extracelular na hiperoxalúria e o papel de BMP-7 neste processo. (AU)