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Teatro e sociedade em Rousseau

Processo: 11/03697-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2011
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Luís Fernandes dos Santos Nascimento
Beneficiário:Luiz Henrique Alves de Souza Monzani
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Estética (filosofia)   Teatro

Resumo

Pretende-se compreender como o exame que Jean-Jacques Rousseau faz do teatro e dos temas que o acompanham estão intimamente ligados à crítica que ele dirige à sociedade. Talvez seja possível resumir a crítica que Rousseau dirige à sociedade nas seguintes palavras: ao sair do estado de natureza e iniciar a vida em sociedade, o homem abandona sua condição natural para adentrar em uma situação artificial. A partir daí, com a desigualdade econômico-política entre os homens que surge desse movimento, emerge a questão da corrupção dos costumes. Na sociedade, ao lado do nascimento das ciências e as artes, surge o luxo, e uma das principais conseqüências desse desenvolvimento é a dissolução dos costumes e a corrupção do gosto. Manifestação e produto desse processo de corrupção, o teatro é visto por Rousseau como uma das principais constituições das sociedades modernas. O caminho que se deseja percorrer ao longo dessa pesquisa parte de uma obra de 1754, o Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os homens. Busca-se, em um primeiro momento, entender a questão acerca da possibilidade do processo civilizatório, em outros termos: como é possível conceber um estado que se opõe ao estado de natureza? Em seguida, pretende-se passar ao Discurso sobre as Ciências e as Artes (1751) para compreender como as ciências e as artes podem engendrar na sociedade a dissolução dos costumes e a corrupção do gosto, que acarretará no rebaixamento das qualidades guerreiras e morais, além da distinção dos talentos e do aviltamento das virtudes. Por fim, se passará para a Carta a d'Alembert, texto de 1958, para averiguar porque o teatro é considerado por Rousseau como uma instituição malévola, corrompedora da sociedade. (AU)