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Nanopartículas de ³-Fe2O3 recobertas com ácido oléico e funcionalizadas com ácido fólico utilizadas no tratamento de células cancerosas por hipertermia: obtenção e estudo da quantidade de funcionalizador

Processo: 11/17449-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2011
Vigência (Término): 31 de julho de 2012
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Físico-química
Pesquisador responsável:Laudemir Carlos Varanda
Beneficiário:Denivaldo Ribeiro Mota
Instituição-sede: Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/07919-9 - Nanocristais magnéticos coloidais: obtenção de nanoesferas, nanofios e nanobastões auto-organizados e funcionalizados com macromoléculas para aplicação em gravação magnética avançada, biotecnologia e biomedicina, AP.JP
Assunto(s):Ácido fólico   Nanopartículas   Hipertermia   Nanopartículas magnéticas   Nanotecnologia   Células tumorais

Resumo

Nos últimos anos, grande enfoque tem sido dado ao emprego de nanopartículas magnéticas em áreas como biomedicina e biotecnologia, sendo a obtenção de imagem por ressonância magnética, a separação celular e a entrega controlada de fármacos algumas das suas aplicações. Outro grande ramo de aplicação das nanopartículas magnéticas que também tem despertado interesse no meio científico é a sua utilização no tratamento de células cancerosas através da técnica denominada magnetohipertermia, técnica esta que exige tanto propriedades magnéticas diferenciadas, do núcleo magnético utilizado, quanto uma interação específica do funcionalizador com a célula alvo. A maghemita (³-Fe2O3), como os demais óxidos de ferro, alia as propriedades superparamagnéticas à facilidade de funcionalização e, apesar da magnetização inferior, quando comparada às nanopartículas metálicas, tem a vantagem referente à sua menor toxicidade. A ligação das nanopartículas magnéticas às células alvo ocorre de forma bastante eficiente utilizando-se o ácido fólico como funcionalizador, uma vez que o seu receptor (um glicosilfosfatidilinositol) está presente em diversos tipos de câncer humano, incluindo tumores no cérebro, ovários, rins, dentre outros. Tal eficiência de ligação advém da especificidade de ligação do ácido fólico, visto que este diferencia células normais de células cancerosas, fato corroborado pela ausência de receptor folato em tecidos normais (salvo poucas exceções). Tendo isso exposto, o presente projeto de iniciação científica visa a obtenção de partículas magnéticas de ³-Fe2O3 através do método de decomposição térmica, utilizando para proteção, estabilização e controle de tamanho um recobrimento com ácido oléico. Propõem-se ainda, durante a síntese das nanopartículas, a adição de um ácido carboxílico amino terminal de cadeia longa, tal como o ácido 11-aminoundecanóico, que se ligue à superfície do núcleo magnético em proporções pré-determinadas e possibilite a funcionalização com o ácido fólico. Por fim, e mais importante, visa-se a determinação da quantidade de ácido fólico ideal para que ocorra a ligação às células alvo da forma mais eficiente possível.