| Processo: | 12/20155-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana |
| Pesquisador responsável: | Sandra Lencioni |
| Beneficiário: | Ivanil Nunes |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 13/10504-6 - Estado empresário argentino no setor ferroviário do século XX, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Geografia regional Ferrovias |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ações estatais | Argentina e Brasil | Crise ferroviária | ferrovia | Fim da era ferroviária | Negócios ferroviários | Geografia Regional |
Resumo O objetivo neste trabalho é analisar as principais ações estatais argentinas e brasileiras, respectivamente, frente à denominada crise ferroviária, ocorrida entre as décadas de 1950 - quando se iniciou efetivo rearranjo do modelo de negócios ferroviários fundamentados em estatização do sistema, nestes países - até a década de 1990, quando as reconcessões dos serviços retornaram as empresas férreas, em ambos os países, ao controle da iniciativa privada. Período em que se consolidaram em ambos os países uma condição "atípica": as concessões das estradas de ferro, embora públicas, passaram a atender, de vez, a interesses cada vez mais privados. Embora diversas análises sociológicas e econômicas argumentem que após a Segunda Guerra Mundial ocorrera o "fim da era ferroviária" a hipótese aqui defendida é que estas ações estatais não se limitaram a ações anti-ferroviaristas ou a falta de visão "nacionalista" destes governantes, logo, não se trataram apenas de meras "operações-desmonte". Tais ações foram determinadas pelas necessidades de ajustes à nova forma de reprodução ampliada do capital, baseada na industrialização e na maior internacionalização da produção, quando se alteram o modo de circulação de mercadorias e pessoas. A encampação do sistema tratou-se de um daqueles momentos em que o setor ferroviário deixou de ser lucrativo aos investidores privados. Naquela ocasião, tanto na Argentina quanto no Brasil o Estado assumiu o papel de empresário ferroviário por décadas, período em que as ferrovias passaram pela reformulação de seus negócios até o momento em que, na década de 1990, interesses econômicos privados voltaram-se novamente ao setor, numa prova inconteste de que aquelas empresas eram novamente atrativas aos investidores. Logo, pretende-se neste trabalho analisar aquela argumentação teórica [fundamentada no pressuposto central de que a era ferrovia chegou ao fim ou que o sistema ferroviário foi "desmantelado"]. O retorno das empresas concessionárias privadas ao setor, durante o processo de reconcessão na Argentina e no Brasil na década de 1990 parece ser um elemento a mais a contrariar a tese de "fim da era ferroviária" e suas variantes. | |
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