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Do Dorso à Cauda do Tigre: trilhando a linguagem de Clarice Lispector

Processo: 12/17156-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Luiz Gonzaga Marchezan
Beneficiário:Marília Gabriela Malavolta Pinho
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Narração   Personagens   Crítica literária

Resumo

O projeto de pesquisa proposto tem como tema as narrações sobre forma feitas pelos narradores de A Paixão Segundo GH (PSGH), Água Viva (AV) e A Hora da Estrela (HE), de Clarice Lispector. Propõe-se uma análise de tais narrações ancorada na crítica de Benedito Nunes e na concepção chinesa de arte expressa no I Ching - O Livro das Mutações. Sendo esse conjunto o seu principal corpus, a pesquisa visa a perseguir o significante pathos de "paixão" (em PSGH), "compaixão" (em HE) e "empatia" (em AV) e a analisar, em conjunto, a metáfora presente no início de PSGH constituída por "nebulosa de fogo" e "terra", bem como sua implicação, a de "aderência", também identificada em HE e AV. Nestas duas obras, a aderência não surge através da citada figuração, mas por uma via que lhe é correlata, bem como ao pathos, e comum às três obras: a narração da dificuldade e da necessidade de se dar forma ao que é apresentado como inexprimível. No início de PSGH, a dificuldade e a necessidade da narradora autodiegética de encontrar forma para narrar a experiência ascética pela qual passou predominam; o instante de rendição a alguma forma é narrado como devendo ser "nebulosa de fogo que se esfria em terra", "crosta que por si mesma endurece", a fim de que a forma se forme sozinha. Há equivalência desta figuração (somada a seu efeito de aderir) com outras que constam no I Ching como representações do processo artístico. "Rendição" é a colocação de Nunes sobre o pathos da escrita de Clarice como sendo um novo modo de dizer alcançado pela via do padecimento, processo que, segundo ele, inicia-se e se conclui em PSGH e, depois, reconfigura-se em HE, onde o crítico identifica a transmutação da "paixão" em "compaixão". Assim, e havendo em HE imagens de aderência, pretende-se que narrações sobre o dar-lhe forma também sejam cotejadas com as colocações chinesas. Pretende-se expandir a análise de Nunes ao se interpor AV com vistas à "empatia" ali narrada, o que irá compor material a ser cotejado com a concepção chinesa de arte, uma vez também identificada a imagem de aderência. (AU)

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Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
PINHO, Marília Gabriela Malavolta. Do dorso à cauda do tigre: trilhando a linguagem de Clarice Lispector. 2016. Tese de Doutorado - Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Ciências e Letras. Araraquara Araraquara.

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