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Jogos do texto ou as facetas da escrita? Gênero policial, intertextualidade e literatura francesa em Bufo & Spallanzani (1985), de Rubem Fonseca

Processo: 14/02307-9
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2014
Vigência (Término): 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Daniela Mantarro Callipo
Beneficiário:Priscila Costa Domingues
Supervisor: Claude Millet
Instituição Sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Local de pesquisa: Université Paris Diderot - Paris 7, França  
Vinculado à bolsa:13/14517-5 - Jogos do Texto ou as Facetas da Escrita? Gênero Policial, Intertextualidade e Literatura Francesa Em Bufo & Spallanzani (1985), de Rubem Fonseca, BP.MS
Assunto(s):Intertextualidade   Literatura francesa
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Gênero Policial | Intertextualidade | Literatura Comparada | Literatura francesa | Rubem Fonseca | séculos XIX e XX | Intertextualidade

Resumo

Rubem Fonseca é um autor de "mil faces", pois sua produção não se resume a um único gênero. Já escreveu obras que se encaixam na concepção pós-moderna do romance histórico e tem diversos títulos que se ligam ao gênero policial, mesmo que de modos distintos, o que demonstra o hibridismo do autor, prova da sua escrita pós-moderna que foi se intensificando no decorrer do tempo (ou será dos textos?). Em uma de suas "faces", se olharmos mais atentamente, notaremos a questão da intertextualidade que perpassa a obra fonsequiana. Em diversos textos podemos encontrar essas marcas, um exemplo é o diálogo que o autor faz com outros autores, seja da tradição literária ou ícones da literatura de massa. Independente do seu "interlocutor", Fonseca transforma, (re)cria, traz algo novo, tanto que o diálogo se torna tão tênue a ponto de passar despercebido aos leitores desavisados. Utilizando o gênero policial para elaborar uma trama que atrai (ou será que trai?) o leitor, o autor rompe as barreiras do policialesco para ir além. Independente do gênero escolhido, podemos perceber a presença da intertextualidade, por acaso um dos seus protagonistas mais importantes é Mandrake, uma referência a um ícone dos quadrinhos, mas também a uma personagem chamada Mandrake, em Ulisses (1922), de James Joyce. Será que podemos ligar este Mandrake a um deles? Quando se fala em intertextos na obra fonsequiana a primeira referência que vem à cabeça é a literatura norte-americana, já que esta tem grandes nomes da literatura policial, como Edgar Allan Poe e os grandes nomes do roman noir. Porém, o que se pretende aqui é ir além das aparências e das ligações evidentes e demonstrar que em Bufo & Spallanzani a presença da literatura francesa vai muito além do nome do protagonista Gustavo Flávio, que escolheu ser Gustave Flaubert. (AU)

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