| Processo: | 13/23604-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia |
| Pesquisador responsável: | Paula Montero |
| Beneficiário: | Ariel Rolim Oliveira |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 14/18897-0 - Bater-se pela unidade: um estudo sobre a formação nacional em Angola, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Pós-colonialismo Estado-nação Nacionalismo Angola |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Angola | diferença | Estado-nação | Nacionalismo | pós-colonialismo | antropologia da África subsaariana |
Resumo A proposta de pesquisa aqui apresentada é a de examinar como a guerra civil angolana (1975-2002), que se seguiu imediatamente à guerra de libertação contra os portugueses, imprimiu os termos a partir dos quais a construção de um estado nacional pôde ser concebida. Em diálogo com trabalhos que abordam a questão das formações nacionais como um agenciamento entre diferenças propõe-se como foco de análise as diversas narrativas sobre o conflito remetendo-se a diferentes "códigos de reportagem" - regimes discursivos tendo em vista distintos referentes e estratégias semânticas. A oposição entre MPLA e UNITA em Angola produziu duas formas opostas de universalização e de agenciamento de diferenças, mas igualmente direcionadas à representação de uma identidade nacional coesa. Diferentes categorias de diferenciação (etnia, oposição campo-cidade, raça, pertenças ideológicas, etc.) foram mobilizadas por cada lado de formas distintas em diferentes momentos do conflito, tanto na forma de reivindicações de uma autorrepresentação, quanto na forma de contraposições via acusações. Categorias de diferenciação foram sendo produzidas no transcurso do conflito, à medida que as estratégias dos atores iam informando as agendas políticas. Nesse processo, os oponentes parecem ter moldado suas irreconciliações em relação um ao outro. A proposta é mapear essa rede de narrativas conflitantes de modo a compreender, ao mesmo tempo, sua transformação no modo de configurar as diferenças e sua contribuição para a formação do imaginário nacional angolano. A análise deve ser feita tendo-se em mente a investigação de dois aspectos: a constituição de atores em conflito e a identificação de códigos de reportagem. As lideranças serão consideradas atores privilegiados para investigar entrecruzamentos de códigos e a ideia de "lógicas práticas" permitirá pensar conjuntamente os domínios díspares aludidos por cada um deles. | |
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