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Localização da bactéria egoísta Spiroplasma poulsonii em seu hospedeiro Drosophila melanogaster

Processo: 14/05987-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2014
Vigência (Término): 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Louis Bernard Klaczko
Beneficiário:Thais da Costa
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Evolução molecular   Spiroplasma   Drosophila melanogaster   Hibridização in situ fluorescente

Resumo

Elementos citoplasmáticos egoístas apresentam herança vertical exclusivamente materna e são capazes de aumentar sua frequência na população através da manipulação reprodutiva de seus hospedeiros, levando ao aparecimento de proles com desvios na proporção sexual. O estudo da interação entre microrganismos egoístas e seus hospedeiros tem importância teórica ampla, principalmente nos ramos da biologia evolutiva, genética e ecologia; além de uma possível aplicação prática no controle de pragas e vetores de doenças. Em Drosophila, já foi reportada a infecção por dois gêneros de bactérias egoístas: Wolbachia e Spiroplasma. Nosso grupo descobriu e caracterizou o efeito androcida causado pela bactéria Spiroplasma poulsonii em Drosophila melanogaster, no qual os machos filhos de fêmeas infectadas morrem ainda no estágio embrionário. Existem também linhagens não androcidas desse endossimbionte em populações de D. melanogaster. Neste trabalho, pretendemos localizar a bactéria Spiroplasma em embriões, e em órgãos retirados de larvas e adultos de D. melanogaster, através da técnica de Hibridação In Situ Fluorescente (FISH). Nosso objetivo é observar possíveis diferenças na distribuição da bactéria entre indivíduos de diferentes estágios; entre machos e fêmeas; entre a linhagem androcida e não androcida de Spiroplasma; e entre D. melanogaster e D. mediopunctata, a qual não é naturalmente infectada por Spiroplasma. Além disso, pretendemos comparar a distribuição de Spiroplasma entre moscas simultaneamente infectadas por Wolbachia e moscas infectadas somente por Spiroplasma. (AU)