Busca avançada
Ano de início
Entree

Sobre o conhecimento intuitivo de não-existentes em Guilherme de Ockham

Processo: 14/10335-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2014
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:José Carlos Estêvão
Beneficiário:Júlia Rodrigues Molinari
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia medieval   Ceticismo   Causalidade   Intuição   Existência   Teoria do conhecimento

Resumo

A discussão acerca da hipótese do conhecimento intuitivo de não-existentes possuir ou não consequências céticas dentro da filosofia de Guilherme de Ockham ainda não chegou a uma conclusão e causa desacordos entre os comentadores. A hipótese se dá na "teoria do conhecimento" de Ockham como uma possibilidade teórica de ação sobrenatural, ou seja, para que esse tipo de conhecimento ocorresse seria necessária a intervenção divina, que, no entanto, não pode ser descartada do campo das possibilidades, ainda que hipotéticas. Discute-se se o problema se concentra apenas no âmbito teológico, como parece inicialmente, ou se pode ser estendido para o âmbito natural - pois ele terá consequências diretas em relação à teoria do conhecimento, a saber, o rompimento da necessidade de causalidade entre a existência da coisa conhecida, e o ato do intelecto que conhece tal coisa, isto é, a intuição. Tal rompimento servirá como base para teorias mais ou menos assumidamente céticas posteriores a Ockham, de forma que é preciso analisar se já em sua filosofia tal cisão incorre em consequências necessariamente céticas.