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Regras, problema de valor para o conhecimento e relativismo; "Hinges"(gonzos/dobradiças) e a estrutura da razão

Processo: 14/07354-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2014
Vigência (Término): 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Arley Ramos Moreno
Beneficiário:Nicola Claudio Salvatore
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia da linguagem

Resumo

Na minha pesquisa, eu pretendo mostrar que as observações epistemológicas de Wittgenstein e, especialmente, sua concepção de 'hinges' pode nos ajudar a enfrentar dois problemas epistemológicos debatidos, ou seja, o problema do ceticismo radical e o chamado "problema de valor para o conhecimento".Na minha tese de doutorado e em meus outros trabalhos publicados, eu proponho uma conta anticética vagamente inspirada Na Certeza de Wittgenstein; aproximadamente, eu defendo uma concepção da estrutura da razão pela qual as nossas práticas epistêmicas não descansam sobre crenças indubitáveis ou o conjunto de crenças, mas nas regras não proposicionais da gramática ou 'hinges'.Uma implicação desta conta é que as declarações tais como "Eu tenho um corpo" ou "Existe objetos externos", que seguindo os argumentos céticos são ambos duvidável e desconhecido são pelo contrário, as 'regras' de nossas práticas epistêmicas. Assim, os argumentos céticos são o resultado de um erro de lógica; um defensor do ceticismo Radical no que tange as 'hinges' como crenças proposicionais, enquanto eles expressam regras não proposicionais que estão sujeitas a uma epistêmica encontrando-se em desacordo com o conhecimento proposicional, ou seja, a compreensão ou o "domínio de técnicas" (mástery of techniques ).No primeiro ano de minha pesquisa, eu pretendo defender essa conta como a interpretação mais plausível do pensamento de Wittgenstein e como uma estratégia anticética viável, seguindo o trabalho já iniciado em minhas publicações recentes.Eu irei, então, explorar as implicações de minha proposta sobre uma questão epistemológica muito debatida, ou seja, "o problema de valor para o conhecimento". Grande parte do debate sobre o valor epistêmico centrou-se no valor do conhecimento, e é por isso que o conhecimento deve ser mais valioso do que, digamos, as verdadeiras crenças; enquanto muitos epistemólogos principais (tais como Greco, Zagzbesky e Hawthorne ) ainda tentam defender nossas intuições pré-teóricas sobre a natureza do conhecimento, de acordo com uma linha mais recente da pesquisa, (proposto, entre outros, por Kvangig e Pritchard) a verdadeira posição epistêmica valiosa não é o conhecimento, mas sim a compreensão.O debate sobre a compreensão e seu status epistêmico está em um estágio inicial, e a mesma questão de saber se a compreensão deve ser considerada uma forma de conhecimento (como nas obras de Grimm e Brogaard) ou uma epistêmica independente constando (como proposto por Kvanvig e Pritchard) ainda é controversa. Baseando-se em meu trabalho anterior sobre o ceticismo cartesiano, pretendo defender e desenvolver a abordagem revisionista para o problema do valor proposto por Kvanvig e Pritchard, tendo argumentado que o ceticismo cartesiano é baseado em um mal-entendido de nossos modos de investigação, proponho uma conta de entendimento como a "capacidade cognitiva", que é ao mesmo tempo, independente do conhecimento proposicional e pode endereçar o valor e a natureza mais satisfatória de nossas práticas epistêmicas.BIBLIOGRAFIABrogaard, B. (2007). 'I Know. Therefore, I Understand', typescript. Greco, J.(2007). 'The Nature of Ability and the Purpose of Knowledge', typescript.(2007b). 'The Value Problem', The Value of Knowledge, (eds.) A. Haddock, A. Millar, & D. H. Pritchard, Oxford University Press, Oxford.Grimm, S. (2006). 'Is Understanding a Species of Knowledge?' British Journal for thePhilosophy of Science 57, 1-21; Pritchard, D.H., (2008)'Knowing the Answer, Understanding and Epistemic Value', Grazer Philosophische Studien (special issue on Knowledge and Questions) 77 (2008), 325-39; (2009)'The Value of Knowledge', The Harvard Review of Philosophy 16,2-19 Wittgenstein, L.,(1969) On Certainty, ed. G.E.M Anscombe and G.H. von Wright, Blackwell, Oxford;Zagzbesky, L. (1996), Virtues of the Mind: An Inquiry into the Nature of Virtue and the Ethical Foundations of Knowledge, Cambridge: Cambridge University Press. (AU)