| Processo: | 14/15090-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Edison Luiz Durigon |
| Beneficiário: | Angélica Cristine Góes de Almeida Campos |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/16320-7 - Impactos das mudanças climáticas e ambientais sobre a fauna: uma abordagem integrativa, AP.PFPMCG.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 17/20744-5 - Paramixovírus de morcegos no Brasil: caracterização molecular, análise evolutiva e de risco à saúde humana e animal, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Virologia Transmissão de doença infecciosa Doenças transmissíveis emergentes Vírus da influenza A Coronavirus Henipavirus Paramyxovirus Morcegos Reação em cadeia por polimerase (PCR) Avaliação de risco à saúde humana |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Doenças Infecciosas Emergentes | Morcegos | Pcr | Vírus da Influenza | Virologia |
Resumo Nas últimas décadas algumas viroses têm sido motivo de preocupação entre os cientistas e profissionais da saúde, ao emergirem de forma silenciosa ou agressiva. Geralmente, as infecções emergentes refletem a transmissão de um vírus de animais silvestres ou domesticados a humanos (zoonoses). As viroses chamadas emergentes são aquelas causadas por um agente novo ou até então desconhecido que aparecem e se sobrepõem às existentes causando epidemias na maioria dos casos. Anualmente milhões de pessoas são contaminadas por um dos tipos de vírus e historicamente os vírus da Influenza são responsáveis por epidemias sazonais e pandemias. A prevenção e controle de doenças emergentes requerem a identificação dos processos de transmissão dos patógenos e o cruzamento da barreira entre as diferentes espécies. A intensificação da agricultura tem sido proposta como uma importante facilitadora da emergência de patógenos de animais silvestres e domésticos na população humana. Espécies das ordens Carnivora e Chiroptera são reconhecidas como reservatórios silvestres para o vírus da raiva e tem sido descritos como fonte de múltiplas viroses patogênicas além dos lyssavirus como coronaviroses, filoviroses, henipaviroses e paramyxovirus para animais domésticos e humanos. Recentemente foram descritos dois novos vírus da Influenza, isoladas apenas em morcegos das Américas que apresentaram duas diferentes Hemaglutininas e Neuraminidases H17N10 e H18N11. Estes dados demonstram que apesar de sua divergência de vírus conhecidos da gripe A, os vírus de morcego são compatíveis com as trocas de material genético com vírus da gripe humana em células humanas, o que sugere a potencial capacidade de rearranjo e contribuições para novos vírus pandêmicos ou panzoóticos da gripe A. A prevenção precoce, detecção, caracterização e avaliação de risco de vírus em seus hospedeiros animais, antes que se espalhem para a população humana, são essenciais para proteger a saúde pública. (AU) | |
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