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Entendendo melhor os mecanismos de neuroproteção do Panax ginseng no acidente vascular cerebral

Processo: 14/18702-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2015
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Fulvio Rieli Mendes
Beneficiário:Fulvio Rieli Mendes
Anfitrião: Sylvain Dore
Instituição-sede: Centro de Ciências Naturais e Humanas (CCNH). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Florida, Gainesville (UF), Estados Unidos  
Assunto(s):Acidente vascular cerebral   Isquemia   Degeneração neural   Panax

Resumo

O ginseng (Panax ginseng) possui diversos efeitos protetores que incluem o tratamento de deficiências causadas por traumatismo crânio-encefálico, acidente vascular cerebral, demência multi-infarto, aterosclerose cerebral, edema cerebral, inflamação, bem como na doença de Alzheimer e em demências vasculares relacionadas à idade. Embora muitas de suas ações relatadas tenham sido atribuídas às suas propriedades antioxidantes, os mecanismos celulares envolvidos nestes efeitos ainda não estão claros. Recentemente, o Nrf2 tem sido descrito como um regulador chave da inflamação e do balanço oxidativo. Tais trabalhos sugerem que o principal papel do Nrf2 seja proteger as células dos danos oxidativos induzindo a expressão de vários genes de proteínas citoprotetoras. Entre estes alvos está a enzima heme oxigenase (HO), a qual parece desempenhar papel protetor no estresse oxidativo, na inflamação e na isquemia. A HO cliva o grupo heme (um pró-oxidante) para formar a biliverdina/bilirrubina (que são antioxidantes). Considerando-se que, em condições normais, a HO exerce uma atividade neuroprotetora, drogas capazes de aumentar a expressão de HO1, sua forma induzível, teriam um efeito potencialmente benéfico. Considerando-se que o potencial do ginseng como medicamento preventivo se deva às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, e que o fator de transcrição Nrf2 e a enzima HO também desempenham vários papéis no estresse oxidativo e na inflamação, levantou-se a hipótese de que talvez o Nrf2 e a HO-1 poderiam participar da função neuroprotetora do ginseng. Para tanto, camundongos serão pré-tratados com o extrato de ginseng em diferentes condições experimentais e submetidos a um modelo de isquemia focal. Parâmetros fisiológicos e comportamentais, tais como peso, temperatura, coordenação motora, equilíbrio, etc, serão avaliados antes do protocolo de isquemia e posteriormente em diferentes dias. Ao final os animais serão sacrificados por anestesia profunda e perfundidos para remoção do tecido cerebral, o qual será submetido a análise histológica para quantificar a extensão da lesão e grau de proteção obtido com o tratamento. Algumas fatias do cérebro serão utilizadas para avaliação de proteínas de interesse como Nrf2 e HO1 por imunohistoquímica. Poderá ser feito o uso de bloqueadores de síntese proteica ou bloqueadores específicos de certas vias celulares para melhor compreensão dos mecanismos de ação, quando for o caso. A dose e tempo de tratamento serão continuamente ajustados buscando determinar a janela terapêutica e menor dose eficaz. O tratamento pós isquemia também será avaliado, de forma semelhante ao relatado para o pré-tratamento. Dependendo dos resultados e da disponibilidade de tempo, estudos com camundongos envelhecidos também poderão ser realizados. (AU)