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Sub-projeto 1 : "surdez neurossensorial e infecção congênita por CMV"

Processo: 16/04585-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de abril de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Marisa Marcia Mussi
Beneficiário:Evelin Fernanda Teixeira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/06579-0 - Estudo brasileiro sobre citomegalovirose congênita, audição e infecção secundária materna (Estudo BraCHS), AP.TEM
Assunto(s):Fonoaudiologia   Citomegalovirus

Resumo

A infecção pelo citomegalovírus humano (CMV) é a infecção viral mais comum transmitida in utero e é causa significativa de distúrbios do desenvolvimento em crianças. A prevalência de infecção congênita por CMV varia de 0,2% a mais de 1%. Embora nosso grupo de pesquisa tenha elucidado alguns aspectos dessa infecção entre nós - como a frequente ocorrência de infecção em nascidos vivos e de doença em bebês infectados, incluindo a perda auditiva neurossensorial, após a infecção materna secundária - diversas questões cruciais com relação à história natural da infecção congênita por CMV permanecem sem resposta. Isso é particularmente verdadeiro para populações com alta imunidade viral como a brasileira, pois, a infecção e a transmissão vertical em mulheres que já apresentam imunidade ao vírus são frequentes. Nessa proposta, avaliaremos prospectivamente uma coorte de aproximadamente 3600 mulheres desde o primeiro trimestre da gestação e uma coorte de 9000 recém-nascidos. As mulheres serão avaliadas 3 vezes durante a gestação e uma vez após o parto e as crianças com deficiência auditiva e/ou infectadas pelo CMV serão acompanhadas periodicamente até pelo menos um ano idade. Pretendemos elucidar as características virológicas e imunológicas das infecções não-primárias em gestantes de uma população altamente imune na qual essas infecções são responsáveis pela maioria dos bebês infectados. Analisaremos a diversidade genômica do CMV, elucidando a dinâmica viral e sua relação com a doença em crianças com infecção congênita. Também, determinaremos a incidência, características e interrelações genéticas da sequela mais comum decorrente da infecção congênita por CMV - a perda auditiva - em bebês infectados, uma vez que ainda não é conhecida qual é a contribuição relativa do CMV para a perda auditiva entre todas as causas de surdez na população Brasileira, incluindo-se as causas genéticas. Estes estudos também poderão auxiliar no desenvolvimento racional de vacinas profiláticas - e possivelmente terapêuticas - eficazes na contenção da morbidade decorrente dessa infecção congênita.