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Estudo sobre a produção e a ação dos peptídeos antimicrobianos em camundongos submetidos à tolerância ao LPS e à sepse por CLP

Processo: 16/14109-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2016
Vigência (Término): 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Francisco Garcia Soriano
Beneficiário:Rubem Seitaro Gushi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sepse   Peptídeos catiônicos antimicrobianos   Resposta inflamatória

Resumo

A mortalidade na sepse severa e no choque séptico pode chegar a 46% e apesar desse número significativo ainda não há medicamentos eficientes e específicos para essa condição. Nesse contexto, as pesquisas para elucidar os mecanismos moleculares que regem a sepse adquirem fundamental importância para a evolução da medicina. A sepse pode ser entendida como uma desregulação da resposta inflamatória sistêmica em consequência de uma infecção. Num primeiro momento esse descontrole impede que se atinja a fase de resolução da inflamação aguda e, consequentemente, faz com que a ação neutrofílica e macrofágica se perpetue, levando a destruição tecidual. Essa desregulação é também chamada de síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS), conjunto que contempla, além da sepse, outras respostas com etiologias não infecciosas, como traumas e queimaduras Num segundo momento, esse processo evolui para um estado de imunodepressão, conhecido com Síndrome da resposta anti-inflamatória complementar (CARS). Nesse estágio o dano tecidual causado pelo sistema imune cessa, mas também se diminui notavelmente a capacidade do organismo de conter a infecção generalizada que deu início ao quadro. Nesse contexto, de elucidação e procura de mecanismos que abrissem novos horizontes de terapêutica para a sepse, descobriu-se em meados do século XX um fenômeno conhecido como tolerância ao LPS. Ele se caracteriza pela redução da resposta imunológica frente a uma provocação com LPS em organismos previamente expostos a diminutas doses de endotoxina. Camundongos que passam por essa dessensibilização apresentam menor mortalidade quando expostos a uma sepse real, chegando a números de 40% de sobrevivência frente a 0 de animais controle Embora diversos detalhes tenham sido descobertos sobre os mecanismos por trás desse processo, muito continua nebuloso. Nesse contexto, muitas substâncias ainda têm de ter seu papel investigado. Uma classe que tem aumentado de relevância nos últimos anos dentro desse âmbito são os AMPs (peptídeos antimicrobianos). Eles são um grande grupo de moléculas, produzidas por células como neutrófilos, macrófagos e células epiteliais, conhecidas por prover proteção contra inúmeros patógenos em diversos organismos na escala evolutiva e que mais recentemente tem tido seu papel reforçado em várias doenças humanas relacionadas à autoimunidade e ao descontrole da resposta inflamatória. (AU)