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Avaliação da função imune de células híbridas dendríticas-tumorais: estudo in vitro com melanoma oral canino

Processo: 16/17528-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Patologia Animal
Pesquisador responsável:Cristina de Oliveira Massoco Salles Gomes
Beneficiário:Cícero Júlio Silva Costa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imunoterapia   Oncologia veterinária   Células dendríticas   Melanoma animal   Cães

Resumo

Uma alternativa para neoplasias de difícil tratamento tem sido o desenvolvimento de vacinas imunoterapêuticas anti-tumorais baseadas em células dendríticas (DCs) que surgiram da ideia de estimular uma maior resposta das células T, induzindo assim, uma atividade mais efetiva contra as células malignas. Dentre estas, diversos estudos têm mostrado que a vacinação a partir da fusão de células tumorais autólogas com DCs alogênicas gera um efeito adjuvante devido a quebra da tolerância já estabelecida entre as células imunes e o tumor. A utilização de híbridos de DCs com células tumorais tem sido explorada na medicina humana e estudos clínicos com esta abordagem evidenciaram resultados promissores em pacientes humanos com melanoma e carcinoma de células renais. Em medicina veterinária, o desenvolvimento de imunoterapias eficientes no tratamento de neoplasias de caráter maligno, invasivo e com alto potencial metastático como, por exemplo, o melanoma oral em cães irá beneficiar tanto a clínica médica oncológica animal como humana, uma vez que se trata de uma condição análoga ao melanoma humano, pois ambos compartilham similaridades clínicas como a resistência aos tratamentos radio-quimioterápicos. Contudo, mecanismos de evasão tumoral podem modular negativamente a função de DCs visando a tolerância do sistema. Neste contexto, a utilização clínica destas vacinas em medicina veterinária encontra uma barreira que é a falta de entendimento dos mecanismos de evasão das células tumorais à esta abordagem imunoterapêutica. A vista disso, o presente estudo pretende analisar o comportamento de células híbridas dendríticas-tumorais caninas in vitro, verificando suas características fenotípicas, capacidade de induzir linfoproliferação (função) e secreção de citocinas em co-culturas com células do melanoma oral canino (MOC) e linfócitos. Para isso, DCs caninas serão diferenciadas a partir de monócitos de sangue periférico de cães sadios, posteriormente, as células obtidas serão fundidas com células de MOC, para prosseguir as análises fenotípicas e funcionais das DCs. Os dados obtidos por esse estudo podem gerar informações relevantes para novas metodologias terapêuticas contra neoplasias refratárias aos tratamentos convencionais. (AU)