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Da transformação do presente em passado: gramáticas dos processos de gerenciamento das violências na intimidade local de África do Sul

Processo: 16/22643-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 11 de abril de 2017
Vigência (Término): 20 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Omar Ribeiro Thomaz
Beneficiário:Adriana Maria Villalón
Supervisor no Exterior: Heidi Grunebaum
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of the Western Cape (UWC), África do Sul  
Vinculado à bolsa:13/21800-5 - Aprendendo a conviver: etnografia da pós-violência no País Basco. uma leitura comparada com a África do Sul, BP.PD
Assunto(s):Educação   Política (ciências sociais)   Violência   Apartheid   África do Sul

Resumo

Como continuação do meu atual projeto de pós-doutorado, esta nova proposta localizada no singular cenário nacional sul-africano busca abordar os bastidores das políticas de gestão e intervenção institucional do que denomino a intimidade local violentada. Concretiza-se com um estágio de pesquisa no Centre for Humanities Research (CHR) at the University of the Western Cape (UWC), (avril a dezembro 2017) sob a supervisão da professora Dra. Hedi Grunenbaum. Este Bepe complementara um Bepe no País Basco (janeiro-março 2017). A pesquisa centra-se na desconstrução das diversas facetas de gestão e aplicação de políticas estatais de regulação de enfrentamentos políticos internos, na importação e na aplicação local de conceitos internacionalmente consagrados (ou na sua exportação), na aplicação de ritos institucionais a partir de moralidades de reconciliação, dor, empatia, unidade nacional... Centra-se igualmente na interação com princípios de inclusão e exclusão (sociais e espaciais) que respaldam as políticas nacionais de reparação do presente, tornando-o passado. A questão que proponho tratar é analisar de que modo a categoria-chave de reconciliação, norteadora da rainbow nation, também afeta a gestão da desejada reconfiguração nacional sul-africana. Trata-se de um aspecto, a reconciliação, que não se pode descuidar do grande investimento institucional voltado para vigiar sua realização e evolução. Mas onde é que se consolida o pós-apartheid? Como se realiza no microcotidiano daqueles espaços nos quais o apartheid continua integrando o dia a dia, sobretudo de populações negras? Como se quantifica e mede a evolução da reconciliação? Como se inculca a compreensão do apartheid como algo negativo para construir a unidade nacional interna e externamente?