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A contribuição do desenvolvimento hierárquico para diversificação morfológica

Processo: 17/12716-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 15 de setembro de 2017
Vigência (Término): 14 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia
Pesquisador responsável:André Victor Lucci Freitas
Beneficiário:Leila Teruko Shirai
Supervisor no Exterior: Keith Richard Willmott
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Florida, Gainesville (UF), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:14/23504-7 - A contribuição do desenvolvimento hierárquico para diversificação morfológica, BP.PD
Assunto(s):Biodiversidade   Nymphalidae   História natural

Resumo

Ontogenia e filogenia ocorrem em diferentes escalas de tempo, mas uma influencia a outra. Genótipos são traduzidos em fenótipos durante o desenvolvimento, sob a influência do ambiente, produzindo variação natural que é a matéria-prima para evolução. Entretanto, o desenvolvimento não é homogêneo, e diferentes estágios do desenvolvimento podem influenciar diferentes aspectos fenótipicos. Eu testarei essa hipótese com um modelo com alta diversificação, relevância ecológica, e experimentalmente manipulável: ocelos. Ocelos são padrões de cor na asa de borboletas Nymphalidae, e a determinação de diferentes aspectos do fenótipo pode ser mapeado a um estágio único de desenvolvimento. O teste reconstrói a história evolutiva de diferentes traços: número de ocelos, forma, posição (primeiro estágio); número de aneis, tamanho (segundo); e pigmento (terceiro) - com hipótese nula de taxas evolutivas iguais para todos os estágios. Se as taxas diferem, correlação de histórias evolutivas, assim como correlação com fatores que podem estruturar a diversificação morfológica (e.g. dimorfismo sexual), serão analisadas para explicar a evolução do desenvolvimento e fenotípica. Eu usarei uma filogenia robusta, com espécies representativas de 400 gêneros de ninfalídeos, sendo 210 deles Neotropicais. Eu coleto dados de espécimes de museus e, da proposta original ao primeiro relatório (Fev 2017), não havia por que achar que não haveriam todas essa espécies no Brasil. Entretanto, após saber quantas espécies há nos museus brasileiros, apenas 185 estão aqui. Este projeto BEPE objetiva completar a base de dados para as 215 espécies faltantes em uma das melhores coleções do mundo, supervisionada por um reconhecido pesquisador de borboletas.