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Internalização de nano partículas metálicas presentes no material particulado atmosférico em células de pulmão humano

Processo: 16/25257-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 05 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Marisa Narciso Fernandes
Beneficiário:Iara da Costa Souza
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/25691-0 - Material particulado atmosférico: internalização de nanopartículas metálicas em célula pulmonar humana (in vitro) utilizando nanosims para imagens e medições a nível subcelular, BE.EP.PD
Assunto(s):Ecofisiologia   Contaminantes emergentes   Cristalografia

Resumo

O Brasil é um dos maiores produtores de ferro do mundo, com alta atividade industrial tanto na obtenção quanto no processamento do minério de ferro, aço e processos siderúrgicos. A maioria destas atividades emite uma fumaça metálica que pode conter vários metais oriundos tanto do processo produtivo quanto da rocha original. Na busca por diferentes compostos, a maioria das indústrias tem elaborado ligas metálicas com compostos que ainda não tem limite na legislação vigente, como por exemplo, bismuto, titânio, zircônio, tungstênio, ítrio e outros compostos metálicos emergentes. O Complexo de Tubarão, localizado na Grande Vitória, ES, tem reconhecida emissão de material particulado atmosférico contaminado com metais oriundos deste processo, no qual já foram encontrados diversos contaminantes metálicos emergentes. Estes metais são dispersos na atmosfera e podem passivamente entrar em contato com o pulmão humano, via respiração. Desta forma propõe-se neste estudo avaliar e quantificar a internalização de nano partículas metálicas presentes no material particulado atmosférico oriundo das indústrias de pelotização de minério de ferro e siderúrgico presentes no Complexo de Tubarão, em células de pulmão humano in vitro. Técnicas morfológicas ultra e nano estruturais serão aplicadas para identificar as nano partículas metálicas emergentes a nível subcelular, avaliar a biodisponibilidade das mesmas bem como estado de oxidação e estrutura cristalográfica destes metais. Considerando a concentração desses metais emergente no material particulado e a sua internalização nas células pulmonares e ação celular será possível avaliar a sua biodisponibilidade e em quais processos biológicos estas partículas poderiam causar dano.

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