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A produção e a reprodução do racismo institucional via programas estatais: um estudo de caso a partir do PROERD

Processo: 17/09752-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2018
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Maria Chaves Jardim
Beneficiário:Kênia Rodrigues Mattos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Racismo   Igualdade social   Araraquara (SP)

Resumo

O presente projeto tem como objetivo geral, contribuir na agenda de discussão sobre racismo institucional. Após levantamento de iniciativas que buscam a igualdade racial no Brasil, concluímos que o racismo institucional se mantém e se reproduz. Assim, sugerimos que a explicação para a institucionalidade do racismo deve ser buscada na cultura, nas disposições de habitus, nas convenções cognitivas e nas representações simbólicas de agentes e instituições, entre elas o próprio Estado. Inspirado em Pierre Bourdieu e Mary Douglas, o projeto sugere um novo argumento para o debate já existente, a possibilidade de algo que chamamos provisoriamente de "racismo cognitivo". Para identificá-lo, realizaremos um estudo de caso a partir do Programa Educacional de Resistências às Drogas (PROERD), implantado na Escola Estadual Rafael de Medina, localizada na cidade de Araraquara (S.P). Durante o trabalho de campo, buscaremos identificar se e como o PROERD (por meio de seus agentes formadores, os policiais militares e o conteúdo presente nas cartilhas) reproduz alguma forma de racismo. Os resultados do projeto deverão abrir uma agenda de pesquisa que incorpore questões simbólicas em temas já bastante consolidados nas ciências sociais, o racismo institucional, além de contribuir com dados empíricos na discussão teórica sobre as ambiguidades do Estado. (AU)