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Análises venômicas de serpentes Dipsadidae focando em adaptações a ofiofagia

Processo: 17/24498-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 31 de agosto de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Convênio/Acordo: NSF - Dimensions of Biodiversity e BIOTA
Pesquisador responsável:Inácio de Loiola Meirelles Junqueira de Azevedo
Beneficiário:Juan David Bayona Serrano
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/50127-5 - Dimensions US-BIOTA São Paulo: scales of biodiversity: integrated studies of snake venom evolution and function across multiple levels of diversity, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Serpentes   Genômica   Transcriptômica   Venenos   Adaptação animal

Resumo

As serpentes avançadas desenvolveram uma glândula maxilar especializada na produção de toxinas, permitindo que inoculassem peçonhas em suas presas. Isso lhes deu uma vantagem sobre outros predadores e permitiu a diversificação de seus nichos tróficos. Entre o amplo espectro de ecologia de alimentação, alguns grupos de serpentes tornaram-se ofiófagas, ou seja, alimentam-se principalmente de outras serpentes. Devido à relação entre a dieta e a composição de veneno, esses grupos ofiófagos provavelmente precisaram desenvolver toxinas específicas para outras serpentes e algum tipo de resistência aos venenos das serpentes que predam. Na Região Neotropical, e especificamente dentre a família Dipsadidae, existem várias espécies ofiófagas. O gênero Erythrolamprus (Tribo Xenodontini) e os gêneros Clelia e Boiruna (Tribe Pseudoboini) contêm espécies que são especialistas em serpentes. No entanto, devido à relativamente baixa relevância médica, temos pouca informação sobre seus venenos em comparação com outras famílias de serpentes. Por outro lado, as capacidades de resistência ao veneno foram relatadas em algumas espécies do gênero Clelia, encontrando uma resistência excepcional a um amplo espectro de venenos de serpentes elapídeas e viperídeas. Esta resistência está ligada às proteínas plasmáticas que são produzidas principalmente no fígado, embora sua natureza e modo de ação sejam amplamente desconhecidos. Neste projeto, pretendemos caracterizar os padrões de expressão gênica tanto da glândula de veneno quanto do fígado de espécies ofiófagas e não-ofiáfagas das tribos Xenodontini (gênero Erythrolamprus) e Pseudoboini (gêneros Clelia e Boiruna) para comparativamente avaliar se eles se correlacionam ou não às suas ecologias de alimentação, e também para descrever os possíveis fatores envolvidos e verificar as tendências convergentes em ambos os grupos. (AU)

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