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Drogas ilícitas em sangue: novas metodologias de análises toxicológicas

Processo: 17/13882-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2018
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Medicina Legal e Deontologia
Pesquisador responsável:Vilma Leyton
Beneficiário:Henrique Silva Bombana
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Canabinoides   Cocaína

Resumo

As análises toxicológicas forenses são aplicadas em diferentes contextos, como na investigação médico-legal para se determinar a causa da morte, no monitoramento do uso de álcool e drogas por motoristas, na avaliação da exposição fatal a drogas ilícitas e no controle antidoping no esporte. Diferentes grupos de compostos químicos são de interesse, como etanol, drogas de abuso (cocaína, canabinoides, anfetaminas, opiáceos) e medicamentos. As análises toxicológicas podem ser realizadas em qualquer tecido ou fluido biológico. O sangue é a única matriz que reflete a real concentração da substância no cérebro e a única capaz de demonstrar que o indivíduo estava sob efeito no momento da coleta. Os métodos tradicionais de extração de analitos em matrizes biológicas utilizam grandes quantidades de solventes orgânicos, requerem muito tempo e alta manipulação da amostra. Nos últimos anos o apelo ambiental tem ganhado força propiciando o surgimento de técnicas de micro extração que utilizam pequenas quantidades de solvente, sendo mais simples e eficientes. As mais utilizadas são a micro extração em fase sólida (SPME, do inglês, solid phase microextraction) e a micro extração em fase líquida (LPME, do inglês, liquid phase microextraction). No presente projeto visamos o desenvolvimento e validação de métodos para a extração por LPME de drogas ilícitas (cocaína e produtos de biotransformação, canabinoides, anfetamina e derivados) em amostras de sangue com detecção por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas. Esses métodos poderão ser utilizados no futuro em projetos epidemiológicos que visem a identificação da prevalência do uso de substâncias psicotrópicas.