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Neuropeptídeos hipotalâmicos como moduladores da microglia

Processo: 18/12257-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Pedro Manoel Mendes de Moraes Vieira
Beneficiário:Felipe Corrêa da Silva
Supervisor no Exterior: Chun-Xia Yi
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Amsterdam (UvA), Holanda  
Vinculado à bolsa:17/06225-5 - Influência do sintético ([Nle4, D-Phe7]-±-MSH no metabolismo de microglia: possíveis implicações na obesidade, BP.MS
Assunto(s):Hipotálamo   Microglia   Inflamação   Obesidade

Resumo

A compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos na gênese da obesidade são extremamente relevantes para a prevenção e futuro tratamento desta doença e suas comorbidades. A homeostase energética, em mamíferos, é regulada por neurônios hipotalâmicos, capazes de integrar sinais periféricos a respeito do status energético do indivíduo e gerar respostas de anorexigênicas ou orexigênicas. A desregulação dos sinais anorexigênicos na obesidade é um evento multifatorial, e tem como ponto central a instalação de um processo inflamatório localizado no hipotálamo. Do ponto de vista funcional, os eventos inflamatórios levam ao mal-funcionamento e perda numérica de neurônios POMC (pró-opiomelanocortina). Esse processo inflamatório é orquestrado pela micróglia, macrófagos residentes do sistema nervoso central. Nossos dados mostram que o neuropeptídeo ±-MSH, derivado da clivagem de POMC, que é o principal efetor anorexigênico, possui efeitos imunoreguladores, podendo atuar de forma direta na micróglia. Essa alterações envolvem a modulação metabólica destas células, especialmente do metabolismo mitocondrial. Nosso objetivo é investigar as vias de sinalização do ±-MSH em cultura primária de micróglia murina e derivada de tecido humano post mortem. Os experimentos incluem a determinação dos receptores de melanocortina determinantes para a atuação de ±-MSH na micróglia murina e humana, e, consequentemente, explorar as vias de sinalização associadas com esses receptores. A função efetora (secreção de citocinas e atividade fagocítica) será avaliada após o tratamento com ±-MSH recombinante. Por fim, o metabolismo mitocondrial das células derivada do modelo murino e de humanos será avaliado e sua participação na modulação de sua respectiva função efetora, explorada. Esperamos que, nas células derivadas de camundongos e humanos, o tratamento com ±-MSH irá promover um fenótipo anti-inflamatório, dependente do metabolismo mitocondrial em detrimento de outras vias metabólicas.

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