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A origem e os mecanismos de ativacao das celulas da microglia em hipotalamo de camundongos com obesidade induzida por dieta.

Processo: 08/57723-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2009
Vigência (Término): 30 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Licio Augusto Velloso
Beneficiário:Juliana Contin Moraes Martins
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Hipotálamo   Dieta hiperlipídica   Microglia   Apoptose   Obesidade   Inflamação

Resumo

Obesidade e diabetes mellitus estão entre as doenças de maior prevalência no mundo. No Brasil e em vários outros países, o número de pacientes portadores destas condições clínicas aumenta ano a ano em decorrência da mudança nos hábitos alimentares e da redução da atividade física. Trabalhos recentes revelam que o consumo de dietas ricas em ácidos graxos saturados por períodos prolongados leva ao desenvolvimento de uma resposta inflamatória no hipotálamo de animais experimentais. Em algumas circunstâncias e, dependendo do background genético do animal, a mesma dieta pode levar à ativação de apoptose em regiões do hipotálamo intimamente ligadas ao controle da fome e da termogênese. A presença de receptores de determinantes de patogenicidade, TLR4, parece proteger as células hipotalâmicas do dano apoptótico. TLR4 é expresso predominantemente em células da microglia e sua ativação, apesar de induzir a produção de citosinas atua, de forma ainda não completamente compreendida, impedindo o avanço do estado inflamatório para uma condição pró-apoptótica. As células da microglia são derivadas de células monociticas produzidas pela medula óssea. Entretanto, não se sabe se sua ativação em animais consumindo dieta rica em lípides ocorre na periferia ou no hipotálamo. Ou ainda, em sendo ativadas no hipotálamo, como são recrutadas para esse sítio anatômico. O objetivo desse projeto é avaliar através de microscopia convencional e eletrônica, immunoblot, real-time PCR e cultura celular, os mecanismos de ativação ou recrutamento de monócitos para constituir a microglia ativada do hipotálamo, em animais experimentais alimentados com dieta rica em lípides. Na primeira fase do estudo, camundongos Swiss, com grande predisposição para o desenvolvimento de obesidade serão submetidos a um procedimento de rádio-ablação da medula óssea. Sua medula óssea será então reconstituída com células obtidas da medula óssea de camundongos transgênicos para GFP. Os animais com sucesso no transplante serão então submetidos a uma dieta rica em gordura por 4, 8 ou 16 semanas. Serão estudados: infiltração monocítica/microglial do hipotálamo; resposta funcional hipotalâmica à leptina e insulina; expressão de marcadores de inflamação e apoptose no hipotálamo. Caso seja confirmada a origem periférica das células da glia, na ultima etapa serão avaliadas as expressões de proteínas quimiotáxicas no hipotálamo, na tentativa de identificar fatores envolvidos no recrutamento de células da periferia. (AU)