| Processo: | 18/10739-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Filosofia - Epistemologia |
| Pesquisador responsável: | Maria Eunice Quilici Gonzalez |
| Beneficiário: | Gabriel Engel Ducatti |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Pragmatismo Justificação Notícia Verdade Valores pessoais Opinião pública |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | pós-verdade | Pragmatismo | Pragmatismo |
Resumo Este projeto tem como objetivo a análise do conceito de verdade com ênfase nas perspectivas pragmatista, especialmente de Charles S. Peirce, e neopragmatista, a partir de Richard Rorty, a fim de considerar possíveis implicações do emprego contemporâneo do conceito de pós-verdade. Há no pragmatismo uma definição de verdade mais tangente ao ser-humano e a suas relações, e menos como uma correspondência acurada e última do mundo, o que, aparentemente, reflete modos de relação entre verdade e ação social. Richard Rorty, discordando de alguns antecessores, como Peirce, p.ex., propôs que a verdade não deveria ser considerada como um objetivo da investigação filosófica. Rorty (2005) defende um abandono do predicado "verdadeiro" pois, não possuindo qualquer sentido descritivo que o relacione com propriedades reais, no uso de tal termo não haveria como estabelecermos a verdade da crença, senão ao nos referirmos à justificação. Considerando essa perspectiva do abandono da busca pela verdade, no presente projeto visamos analisar e discutir não só o conceito de verdade no pragmatismo e neopragmatismo, mas também compreender algumas consequências, no plano da conduta, de conceitos chave da denominada Era da pós-verdade. A pós-verdade, em síntese, é uma concepção filosófica segundo a qual o estudo do conceito de verdade, apoiado em fatos, considerados objetivos, tem menos relevância e influência na opinião pública do que o apelo às emoções e crenças individuais/coletivas, o que se expressa, p.ex., com a propagação de fake news. Argumentamos que, no cenário atual de consumo e transmissão de informação, supostas verdades não apontam para uma "realidade objetiva", mas se pautam principalmente sobre emoções e crenças de indivíduos, o que, de certo modo aparenta não se distanciar da perspectiva rortyana. Visamos investigar as possíveis consequências na ação individual e coletiva do abandono da busca pela verdade proposto pelo neopragmatismo de Rorty. | |
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