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Imunização oral para incremento da resposta imunológica no controle da infecção pelo Mycoplasma hyopneumoniae em suínos

Processo: 18/12742-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2018
Vigência (Término): 30 de novembro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Luís Guilherme de Oliveira
Beneficiário:Marina Lopes Mechler Dreibi
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Doenças infecciosas em animais   Doenças respiratórias   Pneumonia suína micoplasmática   Leitões   Imunização   Mycoplasma   ELISA em animal   Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa quantitativa (qRT-PCR)   Análise de variância

Resumo

O Mycoplasma hyopneumoniae, principal agente etiológico da Pneumonia Enzoótica Suína, é um micro-organismo amplamente difundido na Suinocultura mundial cuja prevenção é de grande interesse para o sistema produtivo, já que sua colonização no tecido pulmonar leva a intensas perdas produtivas. As vacinas comercialmente disponíveis atenuam a manifestação clínica da doença e lesões pulmonares, porém levam a uma fraca resposta imune de mucosa e não impedem a colonização da bactéria. Sendo assim, este estudo tem como objetivo o desenvolvimento de um carreador-imunoestimulante específico para a doença, de administração oral, a partir do encapsulamento de proteínas de parede celular do agente. Busca-se incrementar a resposta imunológica da mucosa respiratória a partir do estímulo da mucosa intestinal, e consequentemente, diminuir o número/extensão das lesões pulmonares ao abate. Serão utilizados 50 leitões divididos em cinco grupos (n=10), sendo Grupo 1 (G1) de leitões vacinados com vacina comercial de dose única aos 24 dias de idade, Grupo 2 (G2) de leitões expostos ao imunoestimulante aos 24 dias de idade; Grupo 3 (G3) contendo leitões vacinados com vacina comercial de dose única aos 24 dias de idade e exposição ao imunoestimulante aos 55 dias de idade; Grupo 4 (G4) com leitões expostos ao imunoestimulante aos 24 e aos 55 dias de idade; e o Grupo 5 (G5) constituirá o grupo controle. Todos os animais serão desafiados aos 70 dias de idade com 5 mL de meio de cultura contendo 106 CCU/mL de M. hyopneumoniae, administrados pelas vias nasal e traqueal. Desde o primeiro dia, amostras de fluidos orais serão coletadas de cada baia para monitoramento de resposta de IgA a cada três dias. Os animais serão quinzenalmente submetidos a exame físico (índice de tosse), e serão colhidas amostras de sangue (para obtenção de soro) para monitoramento dos níveis de anticorpos séricos, suabes nasais e orais para monitoramento dos níveis de anticorpos de mucosa por ELISA, e suabes de laringe para avaliação da excreção do agente por qPCR. Ao abate, aos 140 dias de idade, o pulmão será avaliado quanto à extensão das lesões, e serão coletados lavado traqueobrônquico (LTB) para mensuração de anticorpos por ELISA e detecção do DNA bacteriano por qPCR, além de fragmentos de pulmão para quantificação da carga bacteriana por qPCR e histopatologia (HE). A normalidade das variáveis será verificada pelo teste de Shapiro-Wilkins. Caso haja normalidade, serão aplicados a Análise de Variância (ANOVA), o teste T simples e teste T pareado para a comparação entre os grupos nos diferentes momentos. Caso não haja normalidade, serão utilizados testes não-paramétricos (Wilcoxon). Visando avaliar a presença de correlação entre as lesões pulmonares e as variáveis investigadas (título de anticorpos e carga bacteriana) serão realizados os testes de correlação de Pearson ou de Spearman e a análise de regressão linear. (AU)

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