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Monitoramento e quantificação molecular de inóculo, suscetibilidade de frutos às infecções por Phyllosticta citricarpa e determinação do período crítico para aplicação de fungicidas no controle da pinta preta em pomares de laranja

Processo: 18/14514-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 10 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Geraldo José da Silva Junior
Beneficiário:Regis de Oliveira Fialho
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):19/15505-7 - Suscetibilidade de laranja doce a infeções por Phyllosticta citricarpa e validação do sistema CRI-PhytRisk para pinta preta do citros sob condições brasileiras, BE.EP.DR
Assunto(s):Fitopatologia   Phyllosticta citricarpa   Fungicidas   Laranja   Manejo   Doenças de plantas   Pinta preta   Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa quantitativa (qRT-PCR)

Resumo

Nas condições de clima do Brasil, os conídios e os ascósporos produzidos por Phyllosticta citricarpa, agente causal da pinta preta dos citros, possuem importância epidemiológica. O monitoramento e quantificação do inóculo de P. citricarpa tem sido realizado com armadilhas caça-esporos, as quais possuem o inconveniente de não coletar conídios. Na África do Sul, o período de suscetibilidade dos frutos de laranja doce às infecções por P. citricarpa no campo tem sido reportado como sendo de 4 a 5 meses após a queda de pétalas. Entretanto, no Brasil esse período já foi relatado como sendo de até 7 meses, sendo que em condições controladas a suscetibilidade pode se estender por toda a maturação dos frutos. O manejo da pinta preta é realizado principalmente por meio de aplicações com fungicidas a base de cobre e com estrobilurinas. Entretanto, o período crítico para aplicação desses fungicidas ainda não foi bem esclarecido nas condições de clima do Brasil. Diante dessas lacunas, o presente projeto tem como objetivos: i) monitorar e quantificar o inóculo de P. citricarpa em pomar comercial de laranjeira doce por meio da qPCR; ii) determinar o período de suscetibilidade de frutos de laranjeiras doces às infecções de P. citricarpa no campo; iii) avaliar o período crítico para aplicação de cobre e estrobilurina no controle da pinta preta. O monitoramento e quantificação de inóculo será realizado com mudas de laranja doce 'Valência' que servirão como armadilhas de esporos. Estas serão dispostas sob a copa e ao lado de plantas de laranja em pomar comercial durante 14 dias, de outubro a julho. A quantificação do inóculo nas mudas será realizada por qPCR. Para avaliar a suscetibilidade P. citricarpa, frutos de pomares comerciais de laranja Valência serão inoculados com suspensões de conídios em diferentes concentrações, em intervalos de 30 dias, de outubro a julho. Os experimentos serão conduzidos no Brasil e na África do Sul. O período crítico de suscetibilidade dos frutos será determinado em quatro experimentos, sendo dois com aplicações somente de fungicida a base de cobre e outros dois com pulverizações de estrobilurina, em diferentes épocas, de outubro a julho. O proponente solicitará a Bolsa de Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) para conduzir ensaios na África do Sul visando comparar o período de suscetibilidade dos frutos nesse país com os dados obtidos no Brasil, e também para validar modelos matemáticos da interação entre fatores climáticos e a produção de inóculo (conídios e ascósporos) ou suscetibilidade dos frutos. Com essas informações espera-se otimizar o manejo da pinta preta nos pomares, ajudando os produtores a realizarem aplicações com fungicidas apenas nos períodos mais críticos, nos quais as condições climáticas são favoráveis para maior produção do inóculo e os frutos estão mais suscetíveis. (AU)