| Processo: | 18/21011-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Botânica - Botânica Aplicada |
| Pesquisador responsável: | Cláudia Maria Furlan |
| Beneficiário: | Marisia Pannia Esposito |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Metabolômica Antioxidantes Hormônios vegetais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antioxidantes | Espécies Reativas de Oxigênio e Nitrogênio | estresses hídrico e radiação UV-B | hormônios vegetais | Metabolomica | potencial redox | Botânica |
Resumo A expansão das cidades e as atividades agrícolas e industriais ocorridas nas últimas décadas têm provocado o fragmento dos ecossistemas florestais. Dado o intenso desenvolvimento industrial e urbano ao longo da costa Atlântica, do nordeste ao sul do Brasil, a perturbação ambiental na vegetação desta região é grave. Os ecossistemas florestais estão naturalmente sujeitos a diversos tipos de estresse causados por oscilações climáticas, quando expostos a perturbações ambientais na região onde se encontram, como, por exemplo, déficit hídrico e excesso de radiação solar. O estresse oxidativo causado por perturbações ambientais pode levar à formação das espécies reativas de oxigênio (EROs) e nitrogênio (ERNs) na interface da parede celular, à destruição oxidativa dos lipídios e proteínas da membrana plasmática e a produção em cadeia de outros radicais livres e demais intermediários reativos. As principais EROs são o ânion-radical superóxido (O2Ï-), o peróxido de hidrogênio (H2O2), o radical hidroxila (ÏOH), o oxigênio singleto (1O2) e o malondialdeído (MDA), e a principal ERN é o óxido nítrico (NO*). Pode-se constatar um déficit de estudos no que diz respeito à detecção de EROs na vegetação, quando exposta ao estresse oxidativo provocado por perturbações ambientais naturais. As briófitas representam o segundo maior grupo de plantas terrestres e, no Brasil, a Mata Atlântica apresenta o maior número de espécies. Elas possuem capacidade de adaptação em amplitudes ecológicas rigorosas, são muito sensíveis às mudanças ambientais e podem ser utilizadas como bioindicadoras de condições climáticas e microclimáticas, caracterizando assim uma eficiente aplicação para estudos experimentais em ambientes estressados, como por exemplo, pelo aumento de radiação UV-B e déficit hídrico. Dessa forma, este projeto visa a contribuir para o conhecimento dos mecanismos de formação de EROs e ERNs, mecanismos de defesa e metabolômica em espécies de briófitas presentes em fragmentos florestais em São Paulo e para a compreensão de eventos celulares relacionados ao controle da sobrevivência dessas espécies quando expostas a gradientes de estresses ambientais provocados pela radiação UV-B e déficit hídrico. | |
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