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Estudo dos fatores limitantes ao exercício físico e efeitos dos recursos adjuntos a reabilitação nas doenças cardiorrespiratórias crônicas - uma abordagem multicêntrica

Processo: 19/12515-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de julho de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Renata Gonçalves Mendes
Beneficiário:Débora Mayumi de Oliveira Kawakami
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/26501-1 - Estudo dos fatores limitantes ao exercício físico e efeitos dos recursos adjuntos a reabilitação nas doenças cardiorrespiratórias crônicas: uma abordagem multicêntrica, AP.TEM

Resumo

Introdução: Dentre as multimorbidades mais prevalentes com o processo de envelhecimento, destacam-se a insuficiência cardíaca crônica (ICC) e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que são as duas principais causas de internações hospitalares no Brasil. A prevalência de DPOC em pacientes com ICC é estimada em 20-30%, entretanto, não se tem claro ainda a coexistência destas doenças em nosso país. A associação da DPOC na ICC pode magnificar os sintomas, acarretar em marcantes alterações mecânico-ventilatórias, cardiocirculatórias, autonômicas, de trocas gasosas, e do fluxo sanguíneo muscular, ventilatório e cerebral, prejudicando ainda mais a reduzida capacidade de exercício em comparação com a doença de forma isolada, no entanto, tais constatações permanecem a ser investigadas. Por fim, a ventilação não-invasiva por meio de dois níveis de pressão (Binível) pode reduzir tais alterações, podendo ser um recurso auxiliar importante na reabilitação destes pacientes. Objetivos: Os principais objetivos desta proposta são constituídos de 3 fases, sendo que na Fase 1: será estudar a coexistência de ICC+DPOC e suas comorbidades em uma população de pacientes com diagnóstico de DPOC e ICC; na Fase 2: contrastar os parâmetros clínicos, funcionais, cognitivos, comportamentais, do estado de saúde e suas comorbidades e da gravidade global da doença em pacientes com ICC e/ou DPOC em uma subpopulação selecionada da cidade de São Carlos, e na Fase 3, avaliar os efeitos agudos da VNI no contexto ambulatorial a estes pacientes. Desenho do Estudo: Fase 1 será um estudo de coorte, e na fase 2 e 3 um ensaio clinico controlado, randomizado e duplo cego. Sujeitos: Será avaliados de 2 ambulatórios (Pneumologia e Cardiologia) durante o período de 5 anos, pacientes com diagnóstico prévio e/ou presença de sinais e sintomas de DPOC e/ou ICC. Métodos: Estes serão submetidos à avaliação clinica, bioquímica, de marcadores cardiovasculares e sistêmicos, avaliação da composição corporal, nível de atividade física, mini-exame do estado mental e da qualidade de vida. Os indivíduos com DPOC, ICC e ICC+DPOC serão convidados a realizar mais 4 visitas onde serão realizados testes de exercício sintoma limitado, testes de campo (caminhada de 6 minutos e teste de degrau), avaliação da força e endurance muscular periférica, e um teste de carga constante até o limite da tolerância, com analise das medidas ventilatórias e metabólicas (ergoespirometria), de débito cardíaco (cardioimpedância) da oxigenação muscular ventilatória, periferica e cerebral (NIRS), lactacidemia, glicemia e sinais e sintomas. Os pacientes com coexistência da DPOC+ICC realizarão mais dois testes de carga constante, de forma randomizada e cegada (sham e Binível), sendo realizadas as mesmas medidas durante o exercício. Hipótese do estudo: Na fase 1 hipotetiza-se que haja alta prevalência da DPOC+ICC em uma população que apresenta diagnóstico estabelecido de uma das doenças. Na fase 2, prevê-se que, em comparação com os pacientes com ICC ou DPOC isoladamente, os indivíduos com coexistência de ICC+DPOC apresentariam qualidade de saúde prejudicada, maior dispnéia na vida diária, menor capacidade funcional, prejuízos cognitivos, mais exacerbações e reinternações, maior inflamação sistêmica e maiores prejuízos na composição corporal e no controle autonômico cardíaco, nas alterações mecânico-ventilatórias e cardiocirculatórias, cursando em prejuízos na oferta de oxigênio (O2) periférica e central. Finalmente, na fase 3, hipotetizamos que a VNI possa melhorar a tolerância ao exercício frente a coexistência da DPOC+ICC, reduzir as alterações mecânico-ventilatorias e circulatórias, e ainda, melhorar a oferta central de O2 nestes pacientes.