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Design aplicado à mobilidade de pessoas com deficiência visual: uma proposta de pesquisa e inovação

Processo: 19/14438-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2019
Vigência (Término): 30 de junho de 2023
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Desenho Industrial - Desenho de Produto
Pesquisador responsável:Fausto Orsi Medola
Beneficiário:Aline Darc Piculo dos Santos
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Ergonomia   Transtornos da visão   Design   Tecnologia assistiva   Mobilidade

Resumo

A visão é uma grande aliada no processo de locomoção e sua ausência influencia o controle motor, aumentando os riscos de acidentes e fazendo-se necessário o uso de Tecnologias Assistivas (TAs) para obter uma mobilidade eficiente, com segurança e autonomia. O design e a ergonomia desempenham um importante papel no desenvolvimento de TAs, contribuindo em aspectos da interface com o usuário - como eficiência e satisfação - além da inovação. A bengala branca, TA comumente utilizada para mobilidade, não detecta obstáculos acima da linha da cintura, colocando em risco seus usuários. Estudos indicam um crescente interesse no desenvolvimento de soluções para o problema da mobilidade de pessoas com deficiência visual; entretanto, a maioria aborda apenas os aspectos funcionais dos dispositivos. Poucos são os estudos abordando os aspectos relacionados à interação entre usuário e dispositivo, o que pode influenciar a aceitação e a satisfação com o produto. Desta forma, faz-se necessário investigar quais características influenciam o desempenho assim como a percepção sobre os dispositivos e seus usuários, e como isso afeta a satisfação e a inclusão social da pessoa com deficiência visual. Este estudo tem como objetivo desenvolver e avaliar um novo design de dispositivo para mobilidade de pessoas com deficiência visual. Os procedimentos envolvem avaliações com sujeitos vendados e com deficiência visual que realizarão atividades de mobilidade com o protótipo e a bengala branca em um percurso com obstáculos. Serão avaliadas as variáveis dependentes velocidade de caminhada e detecção de obstáculos e perceptivas com relação à interação dos usuários com os dispositivos. Espera-se, com este estudo, contribuir para a inovação e usabilidade na produção de dispositivos para mobilidade de pessoas com deficiência visual que favoreçam a navegação e aceitação dos usuários. (AU)