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Repercussões das ações hepáticas do glucagon e do FGF21 na doença hepática gordurosa não alcoólica em células HepG2 in vitro

Processo: 19/26776-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2020
Vigência (Término): 31 de maio de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Helena Cristina de Lima Barbosa Sampaio
Beneficiário:Beatriz Ricato Quental
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia endócrina   Diabetes mellitus tipo 2   Hepatopatia gordurosa não alcoólica   Consumo de alimentos   Glucagon   Exercício físico   MicroRNAs   Técnicas in vitro

Resumo

A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é uma preocupação emergente pelo aumento de sua prevalência. Tal doença, causada pelo elevado consumo de alimentos, corresponde ao acúmulo de gordura no fígado que vai desde uma simples esteatose até uma esteato-hepatite. A DHGNA tem sido correlacionada a distúrbios como obesidade, resistência à insulina e diabetes mellitus tipo 2 (DM2), que podem estar associados a estilo de vida sedentário. Sabe-se que, indivíduos com DHGNA apresentam hiperglucagonemia no jejum, o que aponta para uma resistência ao glucagon gerada pela esteatose. Bem como, a DHGNA tem sido relacionada com a desregulação de microRNAs, como o miR149 e o miR212 que atuam na degradação de FGF21, favorecendo a lipogênese. Contudo, estudos apontam que o exercício físico, além de promover a secreção de glucagon, tem a capacidade de favorecer o aumento da sensibilidade nos hepatócitos a tal hormônio, levando ao aumento da expressão e secreção de FGF21 hepático, o que pode reverter a esteatose por induzir a lipólise. Ademais, o exercício físico é capaz de reduzir o miR149 e o miR212 e, consequentemente, aumentar o FGF21, o que também promove a redução de gordura hepática. Portanto, notando-se a relevância da DHGNA, fazem-se necessários estudos para a compreensão dos mecanismos intrínsecos e extrínsecos que promovam a prevenção ou promoção para o desenvolvimento dessa doença. Dentre as inúmeras possibilidades, o presente projeto pretende explorar a relação dos eixos glucagon-FGF21-miR149 e glucagon-FGF21-miR212, através da super-expressão de FGF21, para promover aumento da sensibilidade ao glucagon na célula HepG2 tratada com o ácido graxo palmitato. Assim como, comparar tais resultados com o tratamento da HepG2 com soro de animal treinado, simulando, in vitro, uma situação de exercício físico. Este projeto trará contribuições para compreender a ação de cada estímulo no impedimento da progressão da DHGNA.