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Amblyomma cajennense (carrapato estrela) e Mus Musculus (camundongos) expostos a Acmella oleracea (jambú): rastreamento das alterações morfológicas no integumento e glândulas salivares dos ectoparasitas e da tireóide e fígado dos camundongos

Processo: 19/15307-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2020
Vigência (Término): 30 de junho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Maria Izabel Souza Camargo
Beneficiário:Thais Scopinho Ceccato
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Morfologia animal   Carrapatos   Glândulas salivares   Amblyomma cajennense   Controle de carrapatos   Modelos animais de doenças

Resumo

Os carrapatos são ectoparasitas de grande importância epidemiológica, visto serem vetores de muitos patógenos para diversas espécies animais, principalmente mamíferos, incluindo o homem. Adultos da espécie Amblyomma cajennense sensu lato têm importância médica por serem vetores da bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da Febre Maculosa Brasileira (FMB) ou Febre das Montanhas Rochosas ou ainda Febre do Carrapato, cujas consequências podem levar o hospedeiro a óbito. Além desta, são também vetores da Theileria equi, agente etiológico da piroplasmose equina. Na busca de um controle eficiente das infestações de carrapato, o uso de acaricidas com bases químicas sintéticas tem predominado, visto serem eficientes na eliminação dos ectoparasitas, porém danosos ao homem e ao ambiente. Sob essa perspectiva buscar acaricidas a partir de bioativos oriundos de plantas tem se mostrado uma alternativa promissora. Assim, o presente estudo terá como objetivo principal rastrear e avaliar quais são as alterações morfológicas no integumento e nas glândulas salivares em decorrência da exposição de carrapatos A. cajennense ao extrato das partes aéreas (flor, folha e caule) do jambu (Acmella oleracea) (Asteraceae), uma vez que estudos já comprovaram serem estes bioativos eficientes acaricidas. Além da avaliação do ectoparasita, também serão realizadas avaliações na tireóide e no fígado de camundongos Mus musculus os quais simularão a exposição dos hospedeiros aos extratos (aplicação por aspersão). Todas as análises microscópicas dar-se-ão a partir de dados obtidos pela aplicação de técnicas morfohistológicas e histoquímicas (tanto nos ectoparasitas quanto nos camundongos) para posteriormente serem comparadas com os dados disponíveis na literatura, tendo-se assim um parâmetro para se indicar ou não o uso desses bioativos no controle de carrapatos.