| Processo: | 21/03445-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2022 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Linguística |
| Pesquisador responsável: | Olga Ferreira Coelho Sansone |
| Beneficiário: | Felipe Prais Almeida |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Epistemologia Historiografia Cursos de capacitação Análise de conteúdo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Curso de Linguística Geral (1916) | Epistemologia | historiografia | Jamais fomos modernos (1991) | Linguística moderna | Purificação e mediação | Historiografia Linguística |
Resumo O presente projeto de Iniciação Científica propõe um estudo de Historiografia Linguística sobre as operações de purificação e mediação na epistemologia do Curso de linguística geral (1916) de Ferdinand de Saussure (1857-1913), a partir de um referencial teórico essencialmente ancorado no ensaio Jamais fomos modernos (1991) de Bruno Latour. Como um dos principais documentos da Linguística moderna, o CLG, apócrifo editado postumamente a partir de anotações de alunos sobre cursos ministrados pelo mestre genebrino, é uma das caixas-pretas da área: extremamente influente, muitas das suas ideias se tornaram parte normal da ciência da língua e estenderam seu alcance a todo o campo das ciências humanas com o paradigma estruturalista, apesar de sua origem e autoria contestadas e de suas flutuações conceituais; assim, para compreendê-la, além de escrutiná-la, é necessário tomá-la em seus contextos de produção e recepção. Apoiando-se, também, nos Escritos de linguística geral (2002), coletânea de manuscritos que abriram um debate histórico acerca de um "pseudo-Saussure", mediado pelos editores, e um "Saussure autêntico", em sua forma pura, esta pesquisa busca combinar uma análise de aspectos dessa história externa à organização interna do CLG, enfatizando a teorização linguística que contém, a fim de compreender os fundamentos modernos que parecem ter moldado o campo até hoje, tanto em sua autonomização quanto em sua interdisciplinaridade. Pretende-se, internamente, complementar a narrativa de um Saussure purificador, que permeou a recepção obra, com sua face mediadora, por vezes menos destacada, e avaliar, de um ponto de vista externo, a que aspirações de um clima intelectual de época esse jogo de narrativas pode ter servido. | |
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