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Hipertensão Arterial Resistente síndrome aberta, complicada (cum plicare) ou complexa (cum plexus)?

Processo: 21/04863-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2022
Vigência (Término): 30 de abril de 2026
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Heitor Moreno Junior
Beneficiário:Tatiane de Azevedo Rubio
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Farmacologia   Hipertensão   Pressorreceptores   Sistema nervoso autônomo   Sistema nervoso simpático   Sistemas neurossecretores   Norepinefrina   Acetilcolina

Resumo

A Hipertensão Arterial Resistente (HAR) é uma síndrome complexa e multifatorial, sendo a hiperatividade do Sistema Nervoso Simpático (SNS) e redução da atividade vagal consideradas algumas das principais causas da refratariedade ao tratamento. Vista de fora, assemelha-se a uma tempestade complicada (v. lat. "cum plicate") ou complexa (v. lat. "cum plexus"), caótica com a participação de diversos sistemas orgânicos abertos. Por exemplo, há últimos anos têm sido demonstradas algumas relações entre os Sistemas Nervoso Autonômico (SNA), mediadores sinápticos, hormônios, respostas inflamatórias e imunes. Porém, essas relações não têm sido investigadas em conjunto e de forma sistemática, baseando-se na prática clínica. No presente projeto, pretendemos estabelecer e comparar de forma integrada as principais alterações clínicas presentes da HAR (resistente e refratária), além de variáveis hemodinâmicas, atividade autônoma (simpática e barorreflexa) e interações com os sistemas neuro-imune-endócrinos. Para tal, testaremos a hipótese de que os pacientes resistentes apresentam maiores prejuízos ligados ao Sistema Nervoso Autônomo (SNA) associados a perfil inflamatório sistêmico e hormonal exacerbados, inclusive dos mediadores do SNA (noradrenalina e acetilcolina). Com isto, pretende-se também determinar o comportamento (determinístico ou caótico) dos sistemas avaliados em voluntários com HAR. Casuística e métodos: O espaço amostral (calculado) será composto por 72 indivíduos, sendo: - 18 hipertensos resistentes (HRT) (3 ou mais fármacos); II- 18 hipertensos refratários (5 ou mais fármacos) (HRfT); III- 18 hipertensos controlados (> 1-2 fármacos) (HAC); e IV- 18 normotensos saudáveis. Trata-se de estudo prospectivo, duplo cego (paciente e profissional-técnico), pareado (1 X 4), em que os 72 voluntários serão avaliados pelos métodos expostos a seguir. Finalmente, avaliaremos se a hipertensão resistente e a refratária dividem ou não as mesmas bases fisiopatológicas e manifestações clínicas ("determinísticos-isolados ou caos cardiovascular") pela análise dos padrões da variabilidade cardiovascular (MAPA e Holter) (SpaceLabs, USA; DynaMap, Brazil), mediadores inflamatórios e hormonais (ELISA) nos grupos hipertensos resistentes - RHT e hipertensos refratários - HfRT. A Pressão Central (PC) e a rigidez arterial (Velocidade de Onda de Pulso, VOP) (Sphymocor, ATCor, USA) também serão avaliadas. Normotensos saudáveis (NT) e hipertensos controlados (HAC) serão avaliados de forma idêntica aos demais grupos. Perspectivas: Os achados irão aprimorar e integrar os conhecimentos clínico-fisiopatológicos da hipertensão resistente, principalmente, as bases do tratamento farmacológico e com dispositivos implantáveis (estimulação de barorreceptores e desnervação simpática) utilizados nessa síndrome. (AU)

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