| Processo: | 22/09435-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2024 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Waldir Pereira Elias Junior |
| Beneficiário: | Ester Castro Araujo |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Adesinas Escherichia coli Fímbrias bacterianas Patogenicidade bacteriana |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Aaf | adesinas | Aggregative adherence fimbriae | Escherichia coli enteroagregativa | Fímbrias | Patogenicidade bacteriana | Patogenicidade Bacteriana |
Resumo Escherichia coli enteroagregativa (EAEC) é um patógeno intestinal responsável por casos de diarreia aguda e persistente em crianças e adultos de países desenvolvidos e em desenvolvimento, correspondendo ao patotipo de E. coli diarreiogênica mais prevalente no nosso país. Em crianças vivendo em situação econômica vulnerável, a colonização assintomática por EAEC pode levar à desnutrição e ao comprometimento do desenvolvimento físico e cognitivo. EAEC é caracterizada pela produção do padrão de adesão agregativa (AA) em células epiteliais cultivadas. O sucesso observado na infecção e colonização por EAEC está associado à alta capacidade de adesão à mucosa intestinal, habilidade essa facilitada pelas fímbrias de aderência agregativa (aggregative adherence fimbriae) ou AAF. As cinco variantes de AAF são codificadas por genes organizados em um operon composto por quatro determinantes genéticos associados à biogênese da fímbria: pilina principal, pilina minoritária, usher e chaperona. O plasmídeo de aderência agregativa (pAA), presente na maioria das cepas de EAEC, alberga os genes associados a apenas uma das variantes já descritas. Entretanto, um estudo recente identificou isolados de EAEC albergando os genes das pilinas de duas variantes distintas de AAF: agg3A e agg5A, os quais codificam as subunidades principais das pilinas de AAF/III e AAF/V, respectivamente. A análise do sequenciamento do pAA dessas cepas identificou uma região que codificava o operon completo de AAF/III, seguido por uma variante truncada do operon correspondente a AAF/V, e que esses genes eram transcritos nas cepas analisadas. Porém, a montagem da fímbria na superfície bacteriana e a sua caracterização ultraestrutural ainda não foram verificadas. Dessa forma, o presente estudo tem por objetivo avaliar a ultraestrutura da fímbria codificada pelo operon híbrido agg3A-agg5A e sua participação na interação com células hospedeiras, a fim de compreender como essas fímbrias são arranjadas, ou seja, como uma única fímbria quimérica de Agg3A e Agg5A, ou se duas fímbrias (AAF/III e AAF/V) são montadas separadamente na superfície bacteriana. O conhecimento do repertório fimbrial de EAEC permitirá avançar na escolha de potenciais alvos específicos para diagnóstico e medidas profiláticas de imunização contra EAEC. | |
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