| Processo: | 24/01762-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia |
| Pesquisador responsável: | Renata Bannitz Fernandes |
| Beneficiário: | Renata Bannitz Fernandes |
| Empresa: | Biobreyer Pesquisa e Desenvolvimento Científico Ltda |
| CNAE: |
Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais Atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente |
| Vinculado ao auxílio: | 23/13176-1 - Produção de lotes piloto em BPL e estudos não-clínicos de uma nova asparaginase conjugada com PEG para o tratamento de neoplasias, AP.PIPE |
| Assunto(s): | Biofármacos Bioprocessos Asparaginase Doenças raras Leucemia-linfoma linfoblástico de células precursoras Neoplasias Tratamento do câncer |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | asparaginase | biofármacos | bioprocessos | doenças raras | Leucemia linfóide aguda (LLA) | testes não clínicos | Desenvolvimento de biofármacos/bioprocessos |
Resumo O mercado farmacêutico mundial movimenta anualmente aproximadamente 1 trilhão de dólares, com estimativa de atingir US$1,5 trilhão em 2023. Dentre os produtos farmacêuticos, grande destaque é dado aos produzidos por rotas biotecnológicas, representados principalmente por medicamentos utilizados no tratamento de câncer, Alzheimer, doenças cardiovasculares, entre outras. No Brasil, existe grande carência na produção de biofármacos, e segundo o Índex da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi), o ministério da saúde gastou R$3 bilhões em 2016 com este tipo de medicamento. Os biofármacos representam apenas 10% da quantidade de medicamentos adquiridos pelo governo federal, mas consomem 60% da verba destinada à compra de medicamentos. Dentre os biofármacos, grande destaque é dado à enzima asparaginase (ASNase), amplamente utilizada no tratamento de cânceres do sistema linfático, em especial Leucemia Linfoide Aguda (LLA), desde a década de 1980. A administração de ASNase pode provocar diversos efeitos adversos nos pacientes, incluindo efeitos tóxicos e respostas imunológicas que podem levar a choques anafiláticos. Nestes casos é possível continuar o tratamento com outras formulações de asparaginase, porém ainda ocorrem respostas adversas em muitos pacientes e a maioria dos países não disponibiliza todas as formulações para tratamentos pelo alto custo e falta de registro nas agências regulatórias. Portanto, a busca de novas fontes de ASNase e novas variantes das enzimas já utilizadas como medicamento é foco de inúmeras pesquisas em todo o mundo. Além dos problemas apresentados, crises de abastecimento com estes medicamentos têm sido frequentes em vários países, como é o caso do Brasil. Em 2017 houve uma grande crise no país, comprometendo o tratamento de centenas de pacientes (pediátricos e adultos), primeiro devido ao seu desabastecimento, seguido pela baixa qualidade do medicamento importado em caráter de urgência. Desta forma, nosso intuito principal é o desenvolvimento da tecnologia nacional de produção de asparaginase e a independência do Brasil para produção deste biofármaco. Para tanto, realizamos a captação de recursos públicos da FAPESP e CNPq ao longo dos últimos 5 anos. Com os recursos da FAPESP (PIPE Fase 1 #2017/08591-9 e PIPE Fase 2 #2019/12401-6, já finalizados), desenvolvemos melhorias na molécula através de peguilação sítio específica (pedido de patente depositado sob número BR 10 2023 006797 2), melhorias e escalonamento de processo, visando a produção industrial do biofármaco, e realização de estudos não-clínicos exploratórios de maneira comparativa ao medicamento referência. O recurso do CNPq está sendo utilizado exclusivamente para pagamento de mão de obra especializada, através do programa RHAE (Processo 424164/2021-3, em andamento). O sucesso no desenvolvimento destas etapas nos leva ao próximo passo do desenvolvimento da tecnologia, em que serão realizadas produções de lotes piloto em condição de BPL, realização dos estudos não-clínicos completos, teste de estabilidade do medicamento e planejamento dos estudos clínicos. Ao final do projeto, esperamos ter estabelecido todas as condições de produção 100% nacional da asparaginase inovadora, com validações de todos os testes não-clínicos junto à ANVISA e o delineamento completo do estudo clínico. Por fim, vamos prospectar e negociar com investidores e governo buscando investimento para as etapas dos estudos clínicos e etapas regulatórias. (AU) | |
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